Depois da derrota na ronda anterior, frente ao Sporting, também em Matosinhos, José Mota optou por fazer quatro alterações no onze, uma delas forçada: entraram Vasco Fernandes, Ruben, Zé Manel e Rodrigo Silva, para as saídas de Chumbinho, Sony, Laranjeiro (foi o 19ª jogador) e Bruno China (castigado). Já Carlos Brito limitou-se a substituir o lesionado Miguel Lopes por Wires.

Sem o conhecimento dos resultados dos concorrentes directos - o Belenenses só iniciaria o jogo com o V. Setúbal quando o apito final soasse no Mar; o Trofense recebe o Nacional na segunda-feira -, o Rio Ave entrou determinado a conseguir a primeira vitória fora e a libertar-se das amarras da zona de despromoção, impondo o seu jogo à equipa da casa, mas sem o acerto necessário no momento de rematar.

Foram precisos alguns minutos para o Leixões se recompor e encetar a ascensão na tabela, com Diogo Valente a não conseguir chegar primeiro à bola que o guarda-redes Paiva, depois de um cruzamento bem desenhado por Ruben.

Aos 23 minutos, o Leixões quase inaugurou o marcador... sem intenção! Elvis despejou para a frente com velocidade, a bola caiu à frente de Paiva e este, por instinto, defendeu para canto.

O Leixões estaria, contudo, longe de imaginar o que se seguiria: Rodrigo Silva lesionou-se aos 28 minutos e foi de ambulância para o hospital, entrando Roberto para o seu lugar, uma novidade na convocatória após um mês e meio de ausência devido a lesão. Durou pouco a satisfação pelo regresso, já que o avançado voltou a magoar-se sete minutos depois, saindo em lágrimas e forçando mais uma substituição a José Mota.

À beira do intervalo, Yazalde teve nos pés o golo inaugural, servido por Fábio Coentrão, após uma recuperação de bola de Niquinha, mas o jovem avançado adiantou-se demasiado e foi considerado em fora-de-jogo.

O segundo tempo trouxe um Leixões mais agressivo e eficaz, mas foi com um erro contrário que se colocou em vantagem. Edson precipitou-se no atraso para Paiva, que só teve tempo de ver Diogo Valente ultrapassá-lo em velocidade e com um chapéu certeiro. Estavam decorridos 47 minutos e a equipa da casa adiantava-se, finalmente, no marcador, para alegria dos cerca de três mil adeptos presentes.

Seguiram-se minutos muito intensos junto à baliza de Paiva e que poderiam ter culminado com novo golo: Diogo Valente desperdiçou um cruzamento de Zé Manel aos 50; Gaspar salvou remate de Hugo Morais em cima da linha.

O Rio Ave não parou de remar contra a maré, sempre com Fábio Coentrão a assumir a responsabilidade, mas foi o Leixões quem voltou a aproximar-se da baliza, novamente com Diogo Valente em acção. Valeu uma grande defesa de Paiva, aos 71, após forte do atacante.

Logo de seguida, o mesmo Edson que ofereceu o golo ao Leixões, acertou na barra da baliza de Beto (74) e, pouco depois, novo lance confuso na pequena área, com os visitantes a reclamarem falta. O desafio terminou com um cruzamento bem tirado de Diogo Valente, ao qual Braga não foi capaz de responder da melhor forma, apesar do desvio de um defesa.

Resultado justo no Mar, pelas oportunidades criadas, ainda que o Rio Ave, pelo que demonstrou em campo, merecesse sair de Matosinhos com algo mais.