Perante um Leixões que desaprendeu o bom futebol demonstrado durante grande parte da temporada, o Sporting apresentou-se em força, com determinação, mesmo que para vencer tenha tido de jogar feio, sem recortes técnicos, fruto também da ausência dos lesionados Vukcevic e Izmailov. Talvez se pensasse que o conjunto de Paulo Bento estava fragilizado, mas a resposta foi dada pela aplicação, a disputar cada lance como se fosse o último.

A partida começou feia como o tempo, com balões para o ar, até que Liedson descobriu Derlei a caminho do golo e serviu-o para o 1-0. Desde o minuto 13, o leão ficava a jogar como gosta, com oportunidade de sair rápido para o ataque. Mas foi pela defesa que garantiu o triunfo. O Sporting leva quatro jogos sem sofrer golos na Liga e mesmo que o Leixões não tenha criado grandes ocasiões, foi a organização a defender que deixou os leões em pleno controlo dos acontecimentos.

Nem mesmo a perda de Romagnoli e Rochemback feriram a equipa. Paulo Bento via-se obrigado a recuperar Miguel Veloso e a recorrer a Adrien para manter o colete de forças ao Leixões que, diga-se, perdeu o brilho.

Mota muda: efeito zero

Tudo igual para o segundo tempo. Os adeptos já contestavam Pedro Proença ao intervalo e subiram o volume aos 51 minutos. Diogo Valente remata à queima de Abel, a bola bate no braço do lateral e o juiz manda jogar, talvez pela proximidade entre o defesa e o avançado matosinhense.

O Leixões que tirou pontos aos grandes na primeira volta não conseguia mais que aquilo. José Mota ainda lançou Zé Manel e Rodrigo Silva, mudou para o 4x3x3, mas o efeito foi nulo. O leão ganhava o braço-de-ferro.

Sempre com Liedson a dar dor de cabeças e Pereirinha a acelerar pela direita, até coube aos leões a melhor ocasião, e terceira do encontro, com o «levezinho» a atirar às malhas laterais, na sequência de canto.

O F.C. Porto colocou o champanhe no fresco, com a vitória em Guimarães, mas, pelo Sporting, o espumante vai continuar no frio por mais algum tempo.