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Sem Lucho e Hulk, Lisandro tratou de garantir que o campeão nacional mantinha a vantagem de quatro pontos para o Sporting, assinando o primeiro bis da temporada na Liga. O espectáculo não o foi, mas o V. Setúbal também não ajudou. Foi a sexta vitória consecutiva do F.C. Porto na prova, um dia depois de o Sporting ter alcançado o mesmo registo.

Desde o nulo no Dragão que os dois primeiros não desarmam na frente, mantendo a distância e com o perseguido mais sereno que o perseguidor. Sem Vukcevic, Rochemback, Izmailov, Grimi, Derlei e João Moutinho (estes dois castigados), o Sporting venceu o Estrela, em Alvalade, pela diferença mínima (2-1) e sob pressão, quando podia tê-lo feito tranquilamente, face ao volume ofensivo.

Foi, também, em sofrimento que o Benfica ganhou ao Marítimo, a segunda vitória seguida depois de uma fase negra, com duas derrotas de uma assentada na Luz. Os encarnados estiveram a vencer por 3-0, mas terminaram com um 3-2. Cardozo bisou pela segunda vez (a terceira nos últimos quatro encontros) e reduziu a diferença para Nené (Nacional) no topo dos melhores marcadores.

Na luta europeia, a vitória do Sp. Braga na recepção ao Trofense, com um golo de Alan ao fechar do pano, obrigava o Nacional a sair do Restelo com três pontos, o que aconteceu. O Belenenses esteve mais perto de vencer, mas terminou a jornada novamente na zona de despromoção.

E se os últimos classificados não viram os marcadores fazerem-lhes justiça, a sorte resolveu dar o braço ao Rio Ave, que ganhou na Figueira da Foz, recuperando o significado de permanência e forçando a Naval a cuidados redobrados nas partidas que se avizinham.

O adeus à 26ª ronda fez-se com dois empates, o primeiro em Matosinhos (2-2) e o segundo na Mata Real (1-1). Braga voltou a marcar seis meses depois, e por duas vezes, como aconteceu no Dragão a 25 de Outubro. O Leixões já não é o mesmo que encantava (todos) os adeptos, mas continua de olho no Sp. Braga e na Liga Europa (ex-Taça UEFA); tal como o V. Guimarães também já não é aquele que inquietava os torcedores com maus resultados.

A Académica vive a recta final do campeonato como há muito não acontecia, confortável no meio da tabela. Renovado espírito que partilhou com o adversário P. Ferreira, finalista da Taça de Portugal e com a manutenção praticamente assegurada.