«Se calhar era melhor ter jogado mal e ter ganho»

Nuno Gomes no final da derrota com a Académica

As palavras do capitão do Benfica têm um contexto fácil de entender: as críticas (justificadas) depois da vitória na Reboleira, com uma exibição paupérrima. E, indo além do óbvio, traduzem uma convicção que, de forma mais ou menos inconsciente, parece ter passado sem resistência para o interior da equipa: a de que as vitórias não estão associadas à qualidade do jogo. Dito de outra forma: o capitão do Benfica deixa perceber, pelas suas palavras, que jogar bem e ganhar é, nesta altura, uma tarefa demasiado exigente para esta equipa. Mesmo quando se utilizam declarações de adversários para espicaçar artificialmente o orgulho do grupo. Daí que a receita avançada para o futuro seja a mesma lembrada de forma recorrente no penoso final da época passada: «honrar a camisola e não baixar os braços». O rigoroso equivalente ao «seja o que Deus quiser» do português corrente.