Numa altura em que a primeira mão dos quartos da Liga dos Campeões com o Manchester United estava já na cabeça de jogadores e treinador (que poupou elementos-chave), sofrer um golo aos 19 minutos e reverter a situação no início da segunda parte, em apenas seis minutos, com os outros argentinos do plantel em destaque (Farías e Mariano), só é possível a quem tem alma de campeão.

Também a Norte, mas em Matosinhos, o Sporting respondeu na mesma moeda ao Leixões, ganhando por 1-0, o suficiente para garantir três importantes pontos na luta pelo título e pela liga milionária. A equipa do Mar, sem o fulgor que a colocou em tempos nos primeiros lugares, reclamou sem sucesso uma grande penalidade de Abel. A Europa está, agora, mais distante.

O Benfica manteve a distância para F.C. Porto e Sporting, num jogo polémico frente a um adversário com mais preocupações financeiras que desportivas: o árbitro assinalou três grandes penalidades que resultaram em outros tantos golos e críticas no final. Ninguém gostou do que viu, excepto a atitude do Estrela, que, sem receber há sete meses e treinar durante uma semana, soube criar mais dificuldades aos encarnados que deixar-se levar por eles.

Apesar de no topo da classificação, os nomes serem os mesmos, Sp. Braga e Nacional reforçaram o estatuto europeu com resultados sólidos ante V. Setúbal e Rio Ave, respectivamente, beneficiando, ainda, do empate do Marítimo na recepção ao aflito Trofense, além das derrotas de Leixões e V. Guimarães.

Igualmente no fundo da tabela, mantiveram-se as posições. O Belenenses perdeu em Coimbra, não conseguiu sair da zona de despromoção e permitiu à Académica outra confiança para o que falta do campeonato, com a manutenção perto de ser uma realidade antes da última jornada. Melhor sorte para o Trofense, que conquistou um ponto nos Barreiros e distanciou-se dos azuis e do Rio Ave, tal como a Naval e o P. Ferreira, cujo nulo entre ambos foi um prémio imerecido.