2- Ser ou não ser candidato ao título foi, aliás, o que esteve em discussão antes e durante o jogo da Luz, entre Benfica e Académica. Depois, já não: quem se deixa bater em casa, por um adversário que não tinha qualquer vitória fora de Coimbra, não pode entrar nessa categoria. Nem o orgulho falsamente ferido, pela deturpação de uma frase legítima de Nuno Piloto chegou para mudar o clima de fatalidade, que costuma atrair azares. É verdade que o Benfica jogou bem melhor do que em muitas vitórias anteriores. E que teve um golo de Aimar mal invalidado, tal como há uma semana tivera um penalty a seu favor mal assinalado. Mas o mais notório foi mesmo a incapacidade de dar um murro na mesa na altura em que isso era indispensável.

3- O Sporting não jogou melhor? Pois não, bem pelo contrário. Fez mesmo uma das exibições mais fracas da época. Mas Liedson, o jogador mais influente desta Liga, voltou a chegar para resolver muitas limitações. De bónus, o público de Alvalade assistiu ainda a um passo importante na normalização do processo Miguel Veloso. O segundo lugar tem para já uma dupla almofada: quatro pontos para cima, quatro para baixo. A visita a Guimarães permitirá perceber melhor para que lado o leão vai pousar a cabeça.

4- Apenas duas vitórias fora, e ambas com consequências importantes na tabela: a da Académica, que já não perde há quatro jornadas, e a do Nacional, que na Trofa consumou a ultrapassagem ao Sp. Braga no quarto lugar. E adivinhem quem se enfrenta, olhos nos olhos, este fim-de-semana na Choupana?

5- Foram exactamente três meses sem ganhar. E se pensarmos em vitórias em casa, a memória dos adeptos do Belenenses tinha de esticar-se até Dezembro do ano passado. Desta vez foi quebrado o enguiço, e diante de um concorrente directo na luta pela permanência. Com a ajuda do Nacional, Belém já está acima da linha de água. E o calendário também dá uma ajuda, um Rio Ave-Trofense na próxima jornada vem mesmo a calhar, não é assim, Jaime Pacheco?

6- Saulo, Liedson, Farías, Nenê: esta foi uma jornada risonha para os homens de área, com direito a duplicado nos golos. Se há alturas em que a burocracia dá jeito...