As declarações foram feitas durante uma cerimónia na Casa do F.C. Porto em Espinho, a 11 de Janeiro, onde Pinto da Costa pediu uma investigação e sugeriu o nome «apito encarnado», estabelecendo um paralelismo com o processo «Apito Dourado».

A CD considerou, então, relevantes as palavras do dirigente, razão pela qual no dia seguinte instaurou um «processo de inquérito destinado a averiguar tais factos». Neste contexto, Pinto da Costa foi ouvido pela comissão, mas, segundo o acórdão divulgado nesta quinta-feira, o presidente portista nada disse de concreto, pelo que o processo foi agora arquivado.

«Considerando que, apesar de chamado a prestar depoimento, o dirigente [Pinto da Costa] não prestou quaisquer declarações e que, por isso, não concretizou as afirmações publicamente proferidas, não puderam ser realizadas quaisquer outras diligências probatórias, por manifesta falta de indícios», pode ler-se no acórdão da CD.