Benfica e FC Porto vão disputar esta semana a segunda jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. Os encarnados são os primeiros a entrar em campo diante do AEK Atenas, na capital grega, enquanto os dragões recebem quarta-feira o Galatasaray, no Dragão.

O Maisfutebol descobriu um ponto comum entre Grécia, Turquia e Portugal: Hélder Barbosa. O extremo foi formado no FC Porto, jogou no AEK Atenas e este ano já bateu o pé por duas vezes ao Galatasaray ao serviço do Akhisar. Porventura, haverá poucos mais habilitados do que o próprio para antecipar os duelos da armada lusa na Champions.

Antes de se mudar para a Turquia, o internacional português esteve dois anos ao serviço do AEK Atenas, um clube que acompanha frequentemente.

«Sempre que os horários permitem vejo o AEK Atenas. Foi uma equipa muito especial na minha carreira, pela maneira como me trataram sempre e pelos os companheiros que deixei e com os quais falo de quando em vez», diz em conversa com o Maisfutebol.

Convidado a explicar de que forma o campeão grego, Hélder Barbosa destaca... o ambiente no Estádio Olímpico de Atenas.

«Antes de tudo, temos de falar do ambiente que o Benfica vai encontrar. Depois de alguns anos sem ir à Champions, os adeptos do AEK Atenas têm mais um motivo para lotar o estádio. São adeptos apaixonados. O Benfica pode esperar um grande ambiente. O AEK Atenas é uma equipa muito bem organizada e que está em crescimento. Na minha opinião, tem três jogadores que são essenciais: o Mantalos, o Livaja e o Simões, um jogador que acaba por dar alguma estabilidade no processo defensivo», esclarece.

 

Hélder Barbosa ao serviço do AEK Atenas

O médio português do AEK Atenas é amigo de Hélder Barbosa, porém, os dois ainda não conversaram acerca do embate com as águias.

«Por acaso, ainda não falámos deste jogo. Aquando do sorteio, sorrimos pelo facto de o Benfica ter ficado no grupo dele e conversámos um pouco. Para qualquer português que esteja há vários anos fora, defrontar uma equipa portuguesa é sempre especial», conta.

Amigos à parte, na hora de escolher quem é superior. Com o peito cheio de orgulho dos amigos na hora de decidir por quem torcer. Enfim, salta a vista o lado genuíno de Hélder Barbosa.

«Acho que o Benfica é mais forte do que o AEK Atenas, mas vai ter muitas dificuldades. Vai ser um jogo bastante difícil para o Benfica, apesar de ser superior individualmente. Penso que a estratégia do AEK Atenas será aproveitar o erro do adversário. Torço sempre pelas equipas portuguesas, acho que devemos querer sempre o melhor para os portugueses. No entanto, neste jogo não posso torcer pelo Benfica (risos). O AEK Atenas é demasiado especial para mim pelos anos que lá passei, pelo que significo para as pessoas e pelo que as pessoas significam para mim. Fora este jogo, torço pelas equipas portuguesas» analisa.

«Galatasaray tem jogadores fantásticos, mas o FC Porto vencer»

 

Jogo entre Akhisar e Fenerbahçe

Hélder Barbosa, que fez grande parte da formação no FC Porto, também conhece bem o Galatasaray. Este ano o Akhisar já conquistou a Supertaça turca ante o adversário dos dragões.

«Ganhámos a Supertaça ao Galatasaray e para o campeonato também ganhámos. É um clube que tem má impressão nossa (risos). O Galatasaray, como todas as grandes equipas aqui, tem nomes muitos jogadores conhecidos. Quem acompanha minimamente o futebol internacional conhece 70% do plantel do Galatasaray», começa por dizer antes de traçar o perfil do campeão turco.

«Em termos individuais, o Galatasaray é uma grande, grande equipa. Coletivamente tem algumas dificuldades a nível defensivo. As equipas turcas, por norma, cometem um ou outro erro defensivo, embora a qualidade ofensiva acabe por camuflá-los. O FC Porto pode explorar muito as transições.

O Galatasaray é uma equipa muito boa com bola, pela qualidade dos seus jogadores, mas acho que reage mal à perda de bola. Se o FC Porto conseguir rápido pode criar muito perigo.»

Do conjunto turco, Hélder Barbosa destaca dois jogadores, sendo que um deles já representou precisamente os azuis e brancos.

«Tenho de destacar obrigatoriamente o Garry Rodrigues. É muito rápido mesmo, usa e abusa do um contra um. É mesmo muito rápido e cria muitos desequilíbrios. Dribla com o corpo e sai rápido. Tenho de referir também o Maicon nas bolas paradas, é muito forte. Já tem vários golos apontados este ano. No meio-campo costuma jogar o Fernando, também não é nenhum desconhecido. O Belhanda e o Feghouli são muito bons tecnicamente, embora não acredite que joguem os dois. São jogadores que tratam muito bem a bola, mas no momento da perda, podem ter dificuldades na reação», sublinha.

Mas, afinal, quem tem o adversário mais difícil?

«O AEK Atenas é mais organizado, embora individualmente o Galatasaray seja muito mais forte. Creio que o Gala tem um maior estatuto a nível europeu, enquanto o AEK de Atenas voltou agora à Liga dos Campeões e tem jogadores menos experientes neste nível. O Galatasaray pode criar mais dificuldades, apesar de ter uma má reação à perda como já referi. Por isso, se tivesse de apostar, diria que vão ser dois jogos muito complicados para as quatro equipas, todavia o Gala pode criar mais dificuldades pelas individualidades que todos conhecem», conclui.