Na conferência de imprensa de antevisão ao encontro da oitava e última jornada da fase de liga da Liga dos Campeões, Álvaro Arbeloa mostrou-se determinado em vencer o Benfica no Estádio da Luz, palco de boas memórias para o Real Madrid, mas também visivelmente tocado pelos elogios que recebeu de José Mourinho.

«Mourinho foi mais do que um treinador»

«Não perdi a conferência de imprensa do ‘mister’, também nunca as perdi quando era jogador. Para mim, é um orgulho tremendo ouvir tudo o que ele disse sobre mim. Estou emocionado e feliz porque José Mourinho foi, para mim, muito mais do que um treinador a todos os níveis, sobretudo a nível pessoal. Ele tem muito significado e foi muito importante durante toda a minha carreira. Considero-o um grande amigo. Agradeço todas as palavras. Amanhã [quarta-feira] irei dar-lhe um forte abraço.»

«Evidentemente, mantivemos o contacto. Também não vou enganar: sei quem é o José Mourinho, como deve ter o telemóvel. Compreenderão porque muda tantas vezes de número, por causa de quem é, e tentei, entre aspas, incomodá-lo o menos possível. Mas é um daqueles amigos com quem podes passar muito tempo sem falar e ligar-lhe às três da manhã, e tenho a certeza de que me atenderia o telefone para qualquer coisa de que eu precisasse. Para mim, é essa a relação que tenho com o José e, evidentemente, mantivemos o contacto, mas tentando também não ser muito insistente.»

A influência do «special one»

«Disse-o também no primeiro dia: é impossível, e eu acredito que nunca haverá ninguém como o José, e qualquer pessoa que o queira imitar ou ser igual a ele vai falhar. Isso eu também compreendo e compreendi desde o primeiro dia. Acho que o meu sucesso será ser eu próprio e, evidentemente, dentro desse ser o Álvaro Arbeloa há uma parte importante da influência que o José teve em mim, de tudo o que significou e de tudo o que pude aprender com ele ao nível futebolístico, tático, organizativo e comunicativo; tentei aprender imenso com ele. [...] Mas, enfim, aqui estamos. Amanhã vamos encontrar-nos frente a frente. Acho que, no final, o mais importante são os 90 minutos. Sei que ele vai querer ganhar o jogo, sei o quão competitivo ele é, e, evidentemente, eu também. O mais importante vai ser isso: esses 90 minutos».

Exigência do jogo frente ao Benfica

«Vai ser um jogo importantíssimo. Queremos estar nesse top 8. Precisamos de conseguir os três pontos contra uma grande equipa. Eu já avisei aos jogadores da dificuldade do jogo com o Benfica. Estamos cá com uma humildade tremenda, sabendo que, se queremos ganhar, temos de dar o máximo, estar muito concentrados e jogar no limite durante os 90 minutos. Espero o mesmo do Benfica, que também joga diante de seu público, no seu estádio. A dificuldade do jogo vai ser máxima.»

Memórias da final de 2014

«Não podemos tirar a importância dessa vitória na ‘Champions’ que chegou depois de tanto tempo. É evidente que a conquista da 10.ª ['la décima'] consolidou o início de uma nova era. Seguramente que foi uma das duas épocas mais importantes para o Real Madrid. [...] Começou aqui neste estádio, em 2014, e traz-nos boas lembranças a todos, portanto espero que amanhã voltemos a vencer.»

O momento da equipa: «Os jogadores são a alma»

«Nestes últimos 15 dias vi um grupo de jogadores muito comprometido, disposto a ouvir e trabalhar. Temos margem para melhorar. Temos de ser uma equipa. Há muitas coisas a fazer, o que requer tempo, trabalho e treinos».