Rui Borges, treinador do Sporting, em declarações na conferência de imprensa após a vitória sobre o PSG, por 2-1, na penúltima jornada da fase de liga da Champions:

«Maldição» dos jogos grandes esta época acabou?

«Acho que não me vão perguntar mais porque não ganho a equipas grandes, é ruído. Foco-me muito no que é o meu trabalho. Como temos tantos jogos, é descansar, é ver vídeos. No pouco tempo que temos na relva, trabalhamos tudo o que é comportamento. No simples há coisas que não mudámos e depois sim acrescentar mais algo individual e estratégico para o que vamos mudar no jogo em si. Mais daquilo que mostrámos e mais do que mudar algo no treino, é fazê-los perceber que são jogos diferentes. Com estas grandes equipas a dificuldade é ligar sem bola. Se tivermos ligados e concentrados, mesmo sem ela vamos ser capazes de ser bons. Faltou-nos um pouco mais de capacidade para sair na primeira parte. Demos uma demonstração enorme do que é o grupo.»

Importância de Luis Suárez para o Sporting

«Sabemos o que o Luís nos ia dar, a mim não me surpreende. Sabíamos o que nos ia dar em termos de personalidade e carácter. Precisávamos dele, a equipa ia precisar, e não digo isto pelos golos. Ia ser um jogo um pouco à imagem do Bayern. Na primeira parte não conseguimos ligar, o Luís conseguiu segurar muitas bolas fez um trabalho extraordinário. Mérito da equipa, não só do Luís. Aquela energia própria dele é importante para a equipa. Fizeram um grande jogo, é certo. Tirando os golos anulados têm dois remates perigosos, andaram em cima de nós. Mas o futebol tem várias estratégias, no nosso campeonato encontramos equipas de blocos baixos, hoje tivemos de ser comprometidos e fomos. Não tenho adjetivos para o que a equipa foi capaz de fazer hoje.»