José Mourinho, em declarações na flash interview da SportTV, após a derrota frente à Juventus, por 2-0, na penúltima jornada da fase de liga da Champions:

Análise à derrota com a Juventus

«No futebol ganha quem marca. Há mil exemplos de equipas que fazem pouco para ganhar e ganham e outras que fazem muito para ganhar e não ganham. Fizemos um jogo forte, mas nos últimos 20 metros é preciso ser objetivo, é preciso partir a baliza e atacá-la com tudo. Tivemos algumas grandes oportunidades, outras que são meias oportunidades. O início da segunda parte sofremos um golo onde essas ocasiões se acumulavam e, atrás da minha experiência, comentava com os meus adjuntos que “está-se a pôr a jeito para comermos um golo”. O banco deles é poderoso, rápido e bom para transições, com Francisco Conceição, Openda e Kostic. Os jogadores foram fantásticos no orgulho que deram até ao fim. Se o penálti entra… Críticas ao Pavlidis? Menos um, trabalha muito para a equipa, mas escorregou. A equipa precisava de um golo para entrar no jogo outra vez. O Benfica fez para muito mais, mas pelo pragmatismo do resultado perdemos.»

Prestação da equipa em Turim

«Por estarem a crescer é que estão a jogar, temos lesões e tudo mais, a equipa está a jogar bem, mas há dores de crescimento. Essas dores passam por isso, o McKennie apareceu uma vez na frente do guarda-redes, sentou-o e fez golo. Quando vais com jogadores que crescem é mais complicado. A este nível precisas de jogadores de corpo inteiro e com estaleca. Em termos de dar a cara e ter coragem de assumir o jogo, disse que o jogo ia ser dividido, mas tivemos muito controlo. A Juventus esteve em dificuldade, mas uma equipa italiana que começa a ganhar é muito difícil. Vi jogadores como o Aursnes e o Barreiro, que têm jogado cada minuto de cada jogo, fizeram um esforço extraordinário para fazerem o jogo que fizeram.»

Contas do Benfica na Champions

«Olho de dois modos diferentes. Enquanto não nos disserem objetivamente que nove pontos não chegam, vamos acreditar que podem chegar. É uma cultura que nós temos enquanto clube, no Benfica não são os objetivos que definem os níveis de motivação e o nível de profissionalismo. Vamos com tudo até ao fim. Se ao longo da época, os jogadores podem ter tido jogos de sair com a cabeça baixa e de terem os adeptos a exigirem mais da sua parte, neste caso acho que os jogadores têm de sair daqui valorizados com esta experiência. Transformar a tristeza em motivação com base na confiança com que sais do jogo. Fomos muito competentes até aos últimos 20 minutos, mas depois temos de partir a baliza e não partimos.»