Rui Borges, treinador do Sporting, em declarações na conferência de imprensa após a vitória sobre o PSG, por 2-1, na penúltima jornada da fase de liga da Champions:

Análise à vitória sobre o PSG

«É o sentimento de dever cumprido, uma grande vitória. São três pontos difíceis para uma grande equipa, tivemos grandes dificuldades ao longo dos 90 minutos. Pedi coesão e paixão e tivemos isso. Foi importante ao longo de todo o jogo. Sabíamos que íamos defrontar os campeões da Europa, com qualidade individual e coletiva. Na primeira parte conseguíamos ligar num primeiro momento e perdíamos a bola, foi difícil. Não falei muito ao intervalo, falei sobre um ou outro comportamento defensivo, para termos a equipa um bocadinho mais à frente. As substituições ajudaram, metemos o PSG mais atrás e criar mais sentimento de perigo. Tivemos um pouco de sorte nos golos. A sorte dá trabalho. Não tenho palavras para a coesão e compromisso do grupo, mais uma demonstração da qualidade do grupo e da amizade que têm.»

Capacidade de acreditar até ao fim

«Sempre acreditámos e isso está no meu discurso, que são os melhores. Não digo isto porque são os meus, são campeões nacionais e é porque são bons. É fazê-los acreditar. Têm acreditado sempre. Demonstração de qualidade e daquilo que é o grupo, não tenho adjetivos para eles. Sou um felizardo por ser líder deste grupo, a amizade e coesão que existe. Todos são importantes, ninguém vence sozinho. A vitória é lógico que nos dá um acumular de confiança para o que resta da época. Vão ser jogos difíceis, mas o mais difícil será o Arouca, essa é a nossa verdadeira Champions. Está a chegar a malta que está de fora e torna o grupo mais forte. Queremos muito ganhar.»

Objetivo é chegar aos oitavos diretamente?

«Conseguimos o primeiro objetivo, passar a primeira fase de liga, agora o objetivo é passar diretamente aos oitavos. Tira-nos dois jogos do calendário, deixa-nos descansar um pouco mais. São eles que vão dar essa demonstração em Bilbau, num ambiente incrível. Nada apaga o que fizeram até hoje, mesmo quando não ganhámos. Também digo que foi injusto perder os jogos que fizemos, cada um joga com as suas armas.»