A superioridade da Juventus durante 80 minutos frente não chegou para os italianos baterem o Manchester United. Nos derradeiros quatro minutos os red devils não só evitaram a derrota como viraram o resultado, somando a segunda vitória nesta edição da Liga dos Campeões.

Um resultado injusto para os italianos que viram a possibilidade de carimbarem o apuramento para os oitavos de final fugir por entre os dedos. Jogaram e criaram o suficiente para alcançarem uma vitória tranquila, no entanto, subestimaram o Man. United que tal como fez contra o Bournemouth no último sábado, triunfou sobre a meta. O Fergie Time parece estar a transformar-se em Mourinho Time.

Filme e ficha de jogo

Ronaldo foi o rosto das grandes noites do Manchester United e do Real Madrid. Esteve perto de o ser, por fim, pela Juventus.  O internacional português cometeu uma pequena traição e quebrou a resistência dos red devils com um golaço ao minuto 65'.

No fundo, Ronaldo fez justiça pelo próprio pé, oferecendo à Juventus uma vantagem há muito merecida. Na primeira parte o domínio da heptacampeã transalpina esteve longe de ser avassalador. Não sufocou, mas dominou. E criou um par de oportunidades para chegar em vantagem ao intervalo.

Cuadrado obrigou De Gea à primeira defesa apertada do encontro (34'). Quando não foi o espanhol a roubar o golo à Juve, foi o ferro. Khedira nem acertou muito bem na bola, mas levou-a ao poste direito da baliza do Man. United, após passe de Ronaldo.

O Manchester United conseguiu a proeza de roubar a bola ao adversário e, com isso, retirou-lhe iniciativa. Matic, Herrera e Pogba socorriam-se do trio de ataque - Alexis, Lingard e Martial - para manter a bola e tentar chegar à baliza contrária. No entanto, os ingleses pareciam sempre uma equipa «curta». Só conseguiram chegar à baliza de Szczesny ao minuto 45, com o pontapé de Pogba a sair à figura do internacional polaco.

O segundo tempo começou praticamente com um pontapé em arco à trave da autoria de Dybala. Adivinha-se golo italiano. Cumpriu-se a previsão com o tal momento de Ronaldo. Passe milimétrico de Bonucci para as costas de Lindelof, onde surgiu o capitão da seleção portuguesa a fuzilar De Gea sem deixar a bola cair.

Dois minutos depois, De Gea evitou o 2-0 num pontapé de Pjanic. O bósnio ainda tentou encerrar a discussão do vencedor da partida, mas por duas vezes (73' e 77') errou o alvo. Cuadrado juntou-se à festa e falhou o que parecia impossível: sozinho, da marca do penálti atirou por cima.

Mourinho mexeu e lançou Juan Mata e Fellaini para o quarto de hora final. Allegri respondeu trocando Bentancur por Barzagli. E no jogo de bancos, sorriu o treinador português.

O recém-entrado Juan Mata bateu de forma exímia um livre direto e igualou a partida (86'). O génio do espanhol resgatou o Man. United quando nada o fazia prever. Se o empate já era um desfecho bastante feliz para a equipa de Mourinho, o que dizer do triunfo?

Novo lance de bola parada. Livre lateral de Young, confusão na área da Juventus com Szczesny a defender para a frente, a bola bateu em Alex Sandro e entrou na baliza. 

Em cima do apito afinal Rashford falhou o 1-3, mas o Manchester United venceu mesmo. Contra todas as expetativas e, diga-se, sem ter feito para isso.

A Juventus continua na liderança do grupo H, seguida pelos ingleses que mantém o Valência à distância de dois pontos a dois jogos do final.