Entrada forte e muito competente dos leões, que viram Hjulmand ser expulso (por segundos) antes da intervenção do VAR. Geny abriu o livro do lado direito e foi essencial para a vantagem de dois golos construída pelo Sporting. Quenda fez o primeiro e Suárez picou a bola com classe para o 2-0, que se manteve até ao intervalo.

A segunda parte arrancou com uma bola de Suárez ao ferro, mas o Brugge esteve claramente melhor e dispôs de algumas ocasiões para marcar. Só que o espelho do primeiro tempo trouxe mais mexidas no resultado, com Trincão a colocar o nome na lista de marcadores. No fim, são três pontos que se juntam aos dez amealhados para o leão, que olha para a visita a Munique.

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Frio, muito frio marcou a noite de Champions em Alvalade, mas o ambiente quentinho nas bancadas fez com que o Sporting entrasse melhor no encontro, perante um onze sem grandes novidades por parte de Rui Borges.

Quenda começou do lado esquerdo do ataque e a parceria com Maxi Araújo quase deu frutos logo aos três minutos. O jovem português recebeu do colega de equipa e rematou ligeiramente ao lado da baliza, criando o primeiro calafrio ao guarda-redes belga.

Ora, tudo podia ter ficado pior para os leões, não fosse o VAR ter intervindo num lance de vermelho direito para Hjulmand. O árbitro começou por tomar a decisão de expulsar o capitão do Sporting, mas ao rever as imagens no monitor reverteu a decisão.

A verdade é que este momento pareceu ter acordado o Brugge para o jogo e o Sporting passou a ter menos controlo da bola nos minutos seguintes. Muitas dificuldades para travar as arrancadas de Carlos Forbs, que criou diversos problemas a Gonçalo Inácio, em particular, e à defesa leonina, no geral.

Ainda assim, o Sporting precisou apenas de um lance individual de Geny Catamo para trocar as voltas à defesa e chegar ao 1-0. O guarda-redes não conseguiu sacudir o remate do moçambicano para fora da área e a bola acabou por ficar à mercê de Quenda, que só teve de a colocar no fundo da baliza.

Um lance que deixou os belgas agitados (e de que maneira), pelo que o segundo não tardou a chegar. Geny Catamo voltou a estar em evidência, ao descobrir a desmarcação de Luis Suárez. O resto foi pura magia do colombiano, que picou a bola sobre o guarda-redes e levou à loucura os milhares de adeptos presentes no Estádio José Alvalade.

A partir daqui o Sporting começou a tomar conta das operações e apenas permitiu ao Club Brugge trocar a bola no início do meio-campo ofensivo. Destaque para a maior agressividade de Maxi Araújo no corredor esquerdo, essencial para travar as investidas de Forbs.

O resultado manteve-se até ao intervalo e as coisas não mudaram muito para os segundos 45 minutos. Logo a abrir, Luis Suárez teve nos pés a possibilidade de fazer o terceiro, que só não chegou porque o poste lhe negou.

Após percorrer meio campo com a bola controlada, o colombiano driblou sobre o guarda-redes e permitiu ao defesa desviá-la para o ferro, levando as bancadas ao desespero. O Club Brugge voltou a tomar conta das operações, após este lance, e foi já aos 64 minutos que o recém-entrado Tresoldi ficou perto do golo.

Na cara de Rui Silva, o camisola sete dos belgas tentou desviar para o poste mais distante, mas a bola não levou a direção desejada. Só que o espelho do primeiro tempo apareceu para mostrar o reflexo do que tinha acontecido antes.

Sem precisar de muito, o Sporting construiu a jogada do 3-0 e acabou com as esperanças do Club Brugge. Do lado esquerdo, Quenda viu a desmarcação de Trincão dentro da área e serviu o compatriota para um remate de primeira, que ainda desviou num defesa antes de beijar as redes da baliza adversária.

As contas (feitas no fim) deixam o Sporting com dez pontos nesta fase de liga, sendo que se seguem os dois jogos, na teoria, mais difíceis para os leões: a visita a Munique e a receção ao PSG.