Na primeira mão, no El Madrigal, Arsenal e Villarreal haviam empatado a um golo. A balança de favoritismo ficou a pender ligeiramente para os «gunners», face ao tento apontado em Espanha, mas ninguém arriscava avançar com prognósticos incontornáveis.

Arsène Wenger montou o seu esquema e esperou. Aliás, nem esperou muito, apenas dez minutos. O lance merece várias repetições, pela simplicidade e beleza dos movimentos. A bola vinha do lado direito, endossada por Eboué, e Fabrégas tinha tempo e espaço para fazer tudo. Dominar, virar-se, tocar para o lado, ver o jogo. Dava mesmo para tudo, mas não foi preciso. Com um toque de calcanhar, tirado da cartola sem ninguém antecipar, o médio espanhol isolou Walcott e este, à saída de Diego Lopez, contribuiu para o espectáculo: levantou a bola e esta só parou junto ao poste mais distante.

O Villarreal via a sua estratégia ruir mas continuava a precisar de um golo. Já não bastaria para seguir em frente, mas seria o suficiente para equilibrar as contas da eliminatória. A formação orientada por Manuel Pellegrini criou algumas oportunidades, numa primeira parte bem disputada, mas ficaria em branco.

Com uma hora de jogo em Londres, o incontornável Adebayor resolveu a questão, a passe de Van Persie. O mesmo Van Persie viria a fixar o resultado final (3-0), na conversão de um castigo máximo. O Villarreal despede-se da Liga dos Campeões.

Onzes:

Arsenal: Fabianski; Eboué, Touré, Silvestre e Gibbs; Walcott (Denilson, 77m), Song, Fabregas e Nasri; Adebayor (Bendtner, 83m) e Van Persie (Diaby, 77m).

Villarreal: Diego López; Angél, Rodriguez, Godin e Capdevilla; Cani (Jordi, 70m), Eguren, Bruno (Nihat, 64m) e Mati Fernández (Ibazaga, 64m); Robert Pires e Rossi.