O capitão Totti foi decisivo para o sucesso da equipa italiana ao marcar o primeiro golo do jogo aos 22 minutos e oferecer o segundo a Mancini pouco antes do intervalo. Primeiro, de cabeça, Totti colocou a bola no fundo da baliza de Grégory Coupet e, depois, cruzou para Mancini, que assinou um grande golo.

Mas, muito antes, aos seis minutos, o homem mais avançado da Roma mostrou que seria um osso duro de roer para a formação da casa. Valeu, então, a anulação do golo por falta de Rossi.

No entanto, assim como Totti se afirmava como o maior perigo para o adversário, também Juninho fez questão de ser uma permanente dor de cabeça para os italianos. Esteve perto de marcar aos 16, após cabeceamento junto ao primeiro poste, e não foram poucas as suas tentativas ao longo dos 90 minutos. Quase sempre o médio brasileiro a importunar o guarda-redes Doni, que numa das ocasiões contou com o precioso auxílio do central Mexes a travar a investida do jogador do Lyon.

À primeira parte decisiva da Roma, o treinador do Lyon, Gérard Houllier, respondeu com duas substituições no reatamento, precisamente Källström e Wiltor. E as alterações por pouco não produziram efeito imediato. Na sequência de passe do português Tiago, Wiltor quase reduziu, valeu a atenção de Doni.

Sem inspiração no segundo tempo face à vantagem da Roma, o terreno do Lyon foi tomado pelos visitantes, que terminaram o jogo em pleno controlo e felicidade pelo feito inédito de fazer parte dos oito finalistas na prova.