A primeira parte foi dominada pelo Milan, que aproveitou bem a ausência do castigado Juninho para controlar o futebol ofensivo de um Lyon bem menos criatividade do que é habitual. Os italianos tiveram boas oportunidades para marcar, mas Shevchenko e Gilardino não mostraram a eficácia habitual e, na segunda parte, tiveram de sofrer para aguentar a pressão francesa.

O internacional português foi, aliás, um dos grandes responsáveis pela reacção da sua equipa na segunda parte e que proporcionou um enorme entusiasmo aos adeptos que encheram o Estádio Gerland. Aos 54 minutos, Tiago surgiu, como é seu hábito, à entrada da área milanesa e rematou forte para golo, mas um carrinho no momento certo de Serginho impediu a festa da formação da casa. O ritmo ofensivo do Lyon continuou a subir e Tiago esteve outra vez em destaque pouco depois, tirando do caminho, de forma brilhante, Pirlo antes de rematar à figura de Dida.

A pressão gaulesa não abrandou com o decorrer dos minutos, sempre com o médio luso em acção, tornando-se, perante a ausência de Juninho, no elo de ligação entre a defesa e o ataque. E, à entrada dos últimos dez minutos, voltou a ter o golo no pé direito, com mais um pontapé de longe, mas Dida mostrou o porquê de ser considerado um dos melhores guarda-redes desta Liga dos Campeões, desviando a bola para canto.

O. LYON: Coupet; Clerc, Cris, Caçapa, Abidal; Diarra, Pedretti (Clément, 67), Tiago; Wiltord, Malouda e Carew (Fred, 63).

Suplentes: Vercoutre, Muller, Reveillère, Benzena e Govou.

A.C. MILAN: Dida; Costacurta (Maldini, 61), Nesta, Kaladze; Serginho; Pirlo (Vogel, 84), Gattuso, Seedorf; Kaká; Gillardino (Inzaghi, 61) e Shevchenko.

Suplentes: Kalac, Rui Costa, Simic e Jankulovski

Amarelos: Costacurta (57) e Tiago (90)