«Devemos jogar com liberdade.»

É esta a mentalidade do treinador do Tottenham para, provavelmente, o embate mais importante da história do clube: a final da Liga dos Campeões deste sábado, ante o Liverpool.

«Amanhã [sábado], o mais importante é estar preparado. Vamos dar um discurso emocional, mas é difícil porque eles [jogadores] estão concentrados e querem expressar-se», disse Mauricio Pochettino, na conferência de imprensa de antevisão à partida frente aos reds.

«Devemos jogar com liberdade – quando se joga como uma criança com liberdade não se acha que um bilião de pessoas estão a ver. A chave será a entreajuda e uma boa comunicação», prosseguiu.

O técnico argentino não revelou se Harry Kane vai jogar e confessou que é difícil deixar jogadores de fora: «Apenas se pode usar 11 jogadores de início – essa é a situação mais dolorosa. O respeito deve ser massivo para os jogadores que serão escolhidos. É sempre uma decisão difícil, mas faz parte do meu trabalho.»

«Amanhã é para mostrar união. Amanhã vamos mostrar que o futebol é um desporto coletivo, vamos mostrar energia, mesmo os jogadores que não vão jogar serão decisivos», acrescentou.

Pochettino deixou elogios aos seus pupilos e defendeu que a qualidade dos spurs não se alteraria se tivessem sido eliminados nos quartos ou nas meias-finais.

«É um prazer treinador este grupo de jogadores. Sinto-me tão orgulhoso, eles mostraram-se incrivelmente abertos para trabalhar e aceitar tudo. Estamos prontos, amanhã é sobre estar pronto para correr, competir e desfrutar», afirmou.

«Contra o Manchester City [quartos de final] e contra o Ajax [meias-finais] foi nos detalhes, não somos os melhores do mundo porque vencemos esses jogos nem seríamos os piores se tivéssemos perdido», atirou.