Que noite do Sp. Braga! Que noite de Ricardo Horta!

Depois do triunfo pela margem mínima na «pedreira» o Sp. Braga dinamitou o Spartak em Moscovo, com o avançado da equipa de Ricardo Sá Pinto a somar mais dois golos ao que já tinha apontado há uma semana.

Os arsenalistas, à procura de recuperarem a dimensão europeia que chegou a ter nos tempos áureos com Domingos Paciência, têm lugar garantido na fase de grupos da Liga Europa, depois de quatro vitórias em quatro jogos nas eliminatórias.

Filme e ficha de jogo

Naquele que foi o último duelo de um «infernal» mês de agosto com sete compromissos em 21 dias para a equipa de Ricardo Sá Pinto, o treinador dos minhotos mudou nove peças em relação ao jogo com o Gil Vicente no passado fim de semana. O balanço dificilmente poderia ser melhor.

A lamentar da batalha de Moscovo, «só» as perdas de Wilson Eduardo e Tormena, feridos em combate ainda durante os primeiros 45 minutos. Mas nem as substituições forçadas mudaram o cenário de um controlo quase visceral do Sp. Braga sobre todos os momentos do jogo.

Nem foi preciso acionar o modo de sobrevivência. Os bracarenses, tantas vezes erráticos por cá frente aos chamados grandes, espalharam segurança e autoridade numa noite que tornaram fácil.

Foram os primeiros a ameaçar o golo – Ricardo Horta aos 24 minutos – e só por duas vezes, pouco antes da meia hora, deram sinais de fragilidade, entre as substituições que levaram às entradas de Galeno e Lucas.

Esse foi o (curto) período em que os moscovitas deram mostras de poderem discutir a eliminatória e até isso o Sp. Braga conseguiu virar a seu favor.

Com André Horta sempre de frente para o jogo e a explorar de forma exímia os amplos espaços existentes nas costas da linha média do Spartak, o médio serviu o irmão para um remate fortíssimo que entrou ao ângulo esquerdo para baliza.

No meio da tremenda competência dos bracarenses houve também lugar para uma ponta de felicidade. Já com o descanso em vista, Ricardo assinou o segundo da conta pessoal na noite, num remate que enganou o guarda-redes Maximenko após desviar num defesa.

Os «guerreiros» chegavam ao intervalo com três golos de vantagem na eliminatória e a possibilidade de explorar os espaços que os moscovitas, forçados a assumir riscos, iriam dar.

Eles existiram, mas os comandados de Sá Pinto estiveram sempre mais focados em preservar a sólida vantagem.

E a verdade é que só a espaços os jogadores do Spartak ameaçaram a baliza de Matheus: Schürrle, nos primeiros minutos da segunda parte, e o recém-entrado Ananidze mais à frente.

Só aos 89 minutos a equipa russa encontrou o caminho do golo. Sem grande oposição, Zelimkhan Bakaev reduziu, aproveitando uma das poucas desatenções de uma defesa arsenalistas quase sempre impermeável e que, no fundo, ajudou a dar asas à genialidade dos irmãos Horta, com o mais velho deles a merecer uma vénia gigante.

Que noite!