Francesco Farioli afirma que o FC Porto não é uma equipa calculista e diz estar feliz pela evolução de Rodrigo Mora, sobretudo na vertente com bola. Na antevisão ao duelo com o Rangers, o treinador deixa ainda a garantia de que «há uns meses» era muito mais fácil os adversários enquadrarem remates com a baliza de Diogo Costa:

Diferenças entre o FC Porto da Liga e da Liga Europa

«Para dizer que na Liga Europa estamos a fazer pior do que na Liga é uma análise óbvia. Mas dizer que podíamos estar com o mesmo ritmo aqui, queria dizer que jogávamos num mundo só nosso. Na Liga Europa, temos uma boa oportunidade para estar no «top-8» e estar nos melhores 24 já é por si só uma grande conquista, considerando de onde vimos. Na última época a equipa qualificou-se para o play-off no último jogo. A consistência tem sido incrível. Sei que estão sempre à procura de um título, agora o título é que concedemos um remate à baliza. Há uns meses era muito fácil concedê-los frente a equipas da MLS ou do Egito, não nos devemos esquecer do caminho e do que temos feito. Fico com a sensação de que nos pedem a perfeição. Nós vamos atrás dela, mas a perfeição não existe. É uma questão de trabalho diário e estamos todos motivados para seguir em frente. Os adeptos, mais do que qualquer um, percebem o processo em que estamos e nos momentos difíceis que tivemos esta época, a reação foi especial.»

FC Porto é uma equipa mais calculista?

«Não vejo grande diferença, há sempre a ideia de que uma equipa que não sofre golos é uma equipa defensiva. Somos uma equipa que gera um número grande de oportunidades, estamos felizes por ter um bom guarda-redes que defende alguns remates. Para mim essa é a reflexão. Durante o jogo há momentos em que temos de respeitar o adversário. O Rodrigo é uma boa imagem disso, porque quando leio comentários sobre a evolução do Rodrigo vejo as melhorias a nível defensivo e isso é verdade. É um jogador humilde o suficiente para meter o talento pessoal ao serviço da equipa. A evolução com bola tem sido subestimada, é algo que nunca li, mas é um jogador que mudou muito a forma de jogar. Passou de um talento para um jogador de equipa. Tornou-se um jogador muito mais decisivo e este tipo de coisas constroem uma narrativa que não é completa. Seria bom para vocês fazerem uma análise dos jogos três ou quatro vezes como nós fazemos antes de chegarem a conclusões.»