Após a vitória sobre o Ferencváros (4-0), que confirmou a passagem aos quartos de final da Liga Europa, Carlos Vicens salientou que o Sporting de Braga teve de fazer «ajustes» para o jogo na Pedreira. O treinador dos minhotos também lembrou a mensagem que passou à equipa em Budapeste e projetou o jogo com o FC Porto.
Entrada com energia
«O jogo tinha segredos do ponto de vista estratégico, claro. Andámos seis dias às voltas com coisas que tínhamos de ajustar, mas era muito claro o que tínhamos de fazer. Eles chegavam com dois golos de vantagem e sabíamos quais os resultados que nos deixavam fora e quais nos permitiam passar. Tínhamos de ter uma entrada forte, era um horário raro para uma competição europeia, mas a resposta dos adeptos ajudou a ter este ponto extra e dar a volta. Tivemos acerto. No minuto cinco da primeira mão temos uma situação em que, se aí tivéssemos mais acerto ou determinação, era o 0-1 e todo o filme era diferente. Havia coisas que tínhamos de melhorar. Fizemos isso e marcámos os quatro golos que nos põem nos quartos.»
Dia perfeito para o Sp. Braga
«É um dia feliz. É uma vitória muito importante, numa competição em que fizemos um trabalho muito bom e era triste abandonar uma competição em que estávamos desde o início. Conseguir uma remontada, diante dos nossos, era uma oportunidade muito boa para nos reivindicarmos. O jogo da semana passada não foi bom, mas o resultado penalizou-nos mais do que deveria. Contente, os rapazes entenderam a mensagem. Fomos mais agressivos, estivemos mais perto da baliza adversária, os golos deram confiança e energia para manter o nível alto todo o jogo. O jogo requeria um esforço importante e as substituições também foram para aumentar esse nível de exigência.»
Dinâmica para quebrar a pressão alta do adversário
«Já tínhamos verificado a pressão alta do Ferencváros no jogo da primeira mão, mas faltou-nos que os timings fossem melhores. São ajustes que, como tens duas partes na eliminatória, podes fazer. Na primeira mão sentimos em campo certas coisas e hoje ajustámos como achámos mais indicado. Com uma equipa tão física, precisas de ter muita personalidade, mas também que eles sintam a ameaça. Eles não estiveram, de todo, tranquilos na primeira parte. A equipa, no mix entre jogar mais direto e mais curto, esteve inteligente, escolhemos bem os momentos e isso permitiu fazer este jogo.»
Mensagem que passou à equipa
«A primeira coisa que fiz no balneário, na semana passada, foi mandar mensagem clara à equipa. Aqueles que realmente não acreditavam na remontada, não faziam falta. Quanto ao impacto disto, não se pode medir, mas tudo o que dissemos aos jogadores, como desenhámos os treinos, o que disse nos meetings... foi tudo nessa direção. Houve ajustes, obviamente. Mas pode ser que tivesse impacto: se o treinador acredita, nós também podemos acreditar.»
Objetivos na Liga Europa e motivação para o jogo com o FC Porto
«Agora vamos ter uma pequena pausa, no domingo temos jogo e temos de recuperar bem os rapazes, que fizeram um esforço grande, foi um jogo de alta exigência. Três dias para recuperar e fazer um jogo muito bom contra um FC Porto. É um jogo de exigência, tens de estar muito bem contra o FC Porto, temos de fazer um jogo de alto nível.
Quero que os rapazes mantenham o foco sempre no jogo seguinte. Quando chegar os quartos de final, vamos encarar com motivação. Nessa altura falaremos sobre a competição.»