Foi o 17.º jogo do Sporting de Braga na Liga Europa. Uma estrada longa aquela que os minhotos estão a percorrer esta época e os adeptos indicaram ainda antes do jogo que o caminho traçado só termina em Istambul. Contudo, para lá chegar, o Sp. Braga ainda terá de fazer um (grande) desvio por Sevilha. É já para a semana, na segunda mão dos quartos de final da Liga Europa. Perante o que se viu na Pedreira esta tarde, urge colocar os olhos somente na estrada e evitar qualquer tipo de distração.
O Sp. Braga empatou a um golo com o Betis, num jogo em que praticamente começou a vencer e, quando entrou em modo piloto-automático, viu a vantagem escapar graças a um acidente com culpa própria.
Ainda estava no bloco, mister?
A equipa de Carlos Vicens marcou logo aos cinco minutos, num canto estudado – fez até lembrar um golo do Manchester City em Anfield, quando Vicens ainda era adjunto de Pep Guardiola – que surpreendeu o Betis.
Gustaf Lagerbielke fez o bloqueio com uma carga em Ricardo Rodríguez e, completamente solto, Forian Grillitsch, que regressou à titularidade, marcou um golaço de calcanhar.
Os espanhóis rapidamente assumiram maior protagonismo, criaram perigo nas bolas paradas e até enviaram uma bola ao poste – antes disso, tiveram um golo anulado. Depois, exploraram de todas as formas e feitios os espaços concedidos para os contra-ataques e só tiveram olhos para a baliza de Lukas Hornicek, que ao intervalo já liderava todas as projeções para homem do jogo.
Ultrapassado o momento de maior sufoco, por volta da meia-hora, o Sp. Braga conseguiu começar a trocar a bola como tanto gosta e ameaçou mesmo o 2-0, para grande insatisfação da afición bética, que até aí não tinha parado de apoiar a equipa.
E tudo um erro mudou
Se a entrada no jogo do Sp. Braga tinha sido boa, na segunda parte só ficou a faltar o golo, porque o primeiro quarto de hora dos arsenalistas foram um regalo de se ver. Futebol rendilhado, com poucos toques e muita gente a povoar as mesmas zonas do terreno, mas muita movimentação.
O Betis praticamente só viu a bola com os olhos nos primeiros 15 minutos da segunda parte. Mas, acumular gente no terreno do adversário também acarreta preocupações. E o Sp. Braga deixou tantos homens na frente, que foi apanhado em contrapé por volta da hora de jogo e Gorby já só conseguiu travar Abde com recurso à falta, dentro da área. Cucho Hernández – embora Abde não tenha ficado nada satisfeito – avançou para bater e colocou justiça no resultado, porque o filme da primeira parte não podia ser apagado.
O 1-1, apesar de ter acontecido quando ainda faltava jogar um terço do tempo, praticamente acabou com o jogo. O Sp. Braga continuou a mostrar-se dono da bola, mas sem a mesma clarividência. Já o Betis, claramente satisfeito com o resultado, pouco perigo causou, exceto numa ocasião, quando Antony quase gelava a Pedreira com um remate em arco, mesmo ao cair do pano.
Esta igualdade, apesar de saber a pouco para a turma de Carlos Vicens, deixa tudo em aberto. Há muito caminho pela frente. Olhos na estrada... e até Sevilha.