A FIGURA: Hornicek
Um gigante entre os postes arsenalistas, sustendo várias bolas com selo de golo. O guarda-redes checo voltou a evidenciar-se, apenas sendo batido de grande penalidade. Apesar da juventude, é inequívoca a segurança que dá à equipa, também na construção de jogo e como escapatória à pressão. Para além disso, retardou o golo andaluz com intervenções verdadeiramente milagrosas, essencialmente no primeiro tempo. Com um punhado de estiradas evitou lances que pareciam de golo certo. Exibição europeia para recordar.

O MOMENTO: golo de Chucho Hernandez (61’)
Contragolpe bem gizado pelo Betis, a apanhar a equipa do Sp. Braga em contrapé. Antony conduziu pela direita, deixando Abde Ezzalzouli com via aberta pelo corredor esquerdo. O marroquino preparava-se para ganhar terreno, sendo travado por Gorby no interior da área. No frente a frente com Hornicek, o avançado Chucho Hernandez acabou por levar a melhor, enganado o guarda-redes. Bola para um lado, guarda-redes para o outro, a estabelecer o empate final.  

POSITIVO: a estrada para Istambul
Os adeptos do Sp. Braga mostraram o caminho. «The road continues», podia ler-se numa tarja gigante, estando mapeadas as cidades dos clubes que os arsenalistas já deixaram para trás nesta campanha europeia. Ainda com quilómetros pela frente, os guerreiros apontam a Istambul, cidade turca na qual se vai disputar a final da presente edição da Liga Europa. O mote está dado; estiveram nas bancadas 20.847 espectadores.

NEGATIVO: Diego Rodrigues sai lesionado
Batedor do canto do golo inaugural, o médio acabou por ter de ser substituído ao minuto dezoito, com queixas físicas. Após uma entrada violenta de Amrabat, em que o marroquino viu cartão amarelo logo aos onze minutos, Diego apresentou de imediato queixas, ainda tentou, mas não aguentou mais do que sete minutos em campo. Foi substituído, ainda numa fase precoce, por João Moutinho. Nikaté também abandonou o relvado, já nos descontos, com queixas.

OUTROS DESTAQUES

Pablo Fornals
O médio espanhol foi dos mais esclarecidos do Betis, dando critério às movimentações ofensivas da equipa de Pellegrini. Destacou-se, também, nas bolas paradas, criando perigo nas bolas colocadas na área. 

Grillitsch
Uma das novidades de Carlos Vicens no onze arsenalista, o médio precisou apenas de cinco minutos para justificar a aposta. Abre o ativo, mas, mais do que isso, esteve sempre sereno e eficaz no setor intermediário. 

Chucho Hernandez
O avançado colombiano rubricou uma exibição muito completa, quer a aparecer em zonas de finalização, quer a servir os colegas. Entre os esteios da defesa arsenalistas, Chucho foi à luta e trabalhou muito de costas para a baliza. Da marca dos onze metros não desperdiçou.

Gorby
Esteve no melhor e no pior, manchando a exibição com o penálti cometido. Até lá, respirava confiança com a bola nos pés, jogando com tranquilidade. Percorreu campo todo, foi sempre solução e fez o jogo fluir.