A FIGURA: Ricardo Horta
Abriu e fechou a goleada dos minhotos, liderando pelo exemplo. Tem uma capacidade de finalização invejável, sobretudo quando ataca cruzamentos atrasados na área, como é exemplo o segundo golo desta tarde. Roberto Martínez disse recentemente, numa entrevista ao Maisfutebol/CNN, que a convocatória mais difícil que teve foi antes do Europeu, por deixar Ricardo Horta de fora. Ora, o avançado do Sp. Braga não para de dar dores de cabeça ao selecionador. Esta época, já leva 19 golos e dez assistências. Só nos últimos dez jogos marcou nove golos. Será suficiente para uma nova chamada à Seleção?
O MOMENTO: Horta abre o caminho, 11m
Para dar a volta à eliminatória era preciso marcar cedo. E o Sp. Braga fê-lo, sem precisar de muitas ocasiões. Bastou ser agressivo para roubar a bola em zona adiantada, que Zalazar fizesse um cruzamento à medida e que Horta aparecesse para o desvio.
OUTROS DESTAQUES
Rodrigo Zalazar
A par de Ricardo Horta, é a grande figura desta equipa. Quando estão apertados, é nele que os colegas colocam a bola – é a referência. Carrega o jogo para a frente e é dotado de uma capacidade técnica que lhe permite desencantar algo de qualquer lance. Assistiu Horta para o 1-0 e foi o responsável por muita da dinâmica ofensiva dos bracarenses.
Florian Grillitsch
Manteve-se no onze e percebe-se porque é que Vicens não dispende do austríaco. Não só é muito fiável no momento defensivo, como sabe escapar de zonas de pressão e ainda tem chegada à área. Assim aconteceu no 2-0, em que ajuda Horta a recuperar uma bola e ainda tem fôlego para aparecer a rematar certeiro de fora da área.
Gabri Martínez
Lelo sofreu muito no jogo em Budapeste e era necessário que Vicens desse algo diferente à ala esquerda. O espanhol, como habitualmente, nem sempre acertou na maioria das ações, mas não desperdiçou a grande oportunidade que teve e foi o autor do golo que consumou a reviravolta.
Dávid Gróf
Toda a linha defensiva do Ferencváros teve uma tarde para esquecer, mas o guarda-redes não deu a segurança necessária. O exemplo mais evidente é o lance do 2-0: fica a ideia de que o remate de Grillitsch não era indefensável.