Supremacia confirmada. O Sp. Braga venceu o primeiro jogo oficial da época, batendo na pedreira o Maccabi Petah Tikva por duas bolas a zero, com golos de Ricardo Horta e Rodrigo Zalazar, este último de penálti.  Dois golos em três minutos, quando estava cumprida uma hora de jogo, acrescentaram óleo à engrenagem guerreira.

Na estreia de Daniel Sousa no banco bracarense, e também nas competições europeias, a equipa lusa pôs em campo as credenciais que a davam como favorita, dominando todo o jogo perante um conjunto israelita com limitações visíveis. Ainda assim, o domínio nem sempre era acompanhado de clarividência e de capacidade para criar perigo.

O jogo arrastou-se numa toada de superioridade desconfiada dos bracarenses, até ao minuto 56, em que o capitão Ricardo Horta, conduzido por Bruma, encontrou o caminho das redes adversárias. Na transformação de um castigo máximo, apenas três minutos depois, Zalazar estabeleceu o resultado final.

Ansiedades diferentes em choque

Claramente superior, o Sp. Braga bem que se pode rever na ansiedade de António Variações para descrever a entrada em jogo frente ao Maccabi Petah Tikva. A equipa de Daniel Sousa, apenas com uma cara nova no onze – El Ouazzani foi a principal referência ofensiva –, sentiu dificuldades em soltar-se das amarras.

O espaço até ia aparecendo, a qualidade também estava lá, mas a pressa de chegar e a pressa de confirmar a supremacia acabou por não deixar os bracarenses controlar o ímpeto e a tal ansiedade de resolver. Logo aos cinco o capitão israelita foi expulso, ao travar Ouazzani quando o marroquino se encaminhava isolado para a baliza. Mas, o atacante estava em posição irregular e a decisão foi revertida.

Um remate aqui, um cruzamento ali, o Sp. Braga estava inequivocamente por cima, mas sem conseguir ser efetivo em lances de verdadeiro perigo. Por outro lado, a ansiedade do Maccabi Petah Tikva era outra, completamente diferente: retardar o esférico em movimento, fazer por não jogar e arrastar o tempo de jogo. As limitações são evidentes, chegando os israelitas ao final da primeira metade sem qualquer remate.

Dois golos em três minutos: superioridade comprovada

Tinha de continuar a procurar o Sp. Braga. O chá do intervalo foi bom conselheiro e após o descanso a supremacia foi mais vincada. O conjunto de Daniel Sousa juntou-se nas imediações da área do emblema israelita, provocou e encostou o Maccabi Petah Tikva às cordas, limitando-se a resistir.

Uma resistência que durou até ao minuto 56. Cansado do marasmo que o marcador espelhava, Bruma pegou na bola pela esquerda, partiu em cima da linha ainda no seu meio campo, deixou dois adversários para trás e deu para Ricardo Horta finalizar já á na área, derrubando o bloco azul. Literalmente.

Desabou o Maccabi Petah Tikva, que imediatamente a seguir cometeu penálti. Sem capacidade para acompanhar, Hindi travou Roger junto à quina da área. D marca dos onze metros, com classe, Zalazar enganou Wolf e fez o segundo. Com meia hora para se jogar, a dúvida que restava era quanto ao número em que o marcador pararia.

Ficou-se pelos 2-0, o Sp. Braga ainda carregou perante os mais de 14 mil espetadores nas bancadas, mas não conseguiu ampliar a vantagem. Eliminatória encaminhada, para fechar dentro de uma semana, em Sófia, que será casa emprestada dos israelitas.