Minuto 73, estádio José Bento Pessoa.

Di María estica o pé e chega primeiro à bola. Davide, em corrida, é atingido na cara. Os braços levantados do jogador da Naval terão iludido João Ferreira, que assinala uma falta inexistente. Depois de um adormecimento prolongado, que permitiu à Naval reentrar na discussão do jogo e da vitória, o Benfica corre contra o tempo. Face às vitórias de F.C. Porto e Sporting, quaisquer pontos perdidos na Figueira representam um tiro no pé, porventura fatal, na corrida ao título.

Di María e Cardozo já tinham passado perto do 2-1, mas o golo decisivo teria novamente ponto de partida no pé esquerdo de Reyes e num livre lateral. Num primeiro momento o cruzamento parece demasiado longo, mas não: Miguel Vítor aparece no sítio certo, descaído para a direita, para devolver a bola ao outro flanco. Arrastada pelo movimento, a defesa da Figueira abre espaço para a entrada de Katsouranis, discreto e eficaz como habitualmente. O grego cabeceia à queima-roupa, consumando a terceira vitória de um grande nesta jornada. O equilíbrio de forças entre os candidatos mantém-se inalterado. A luta continua como antes.