A precisar de voltar às vitórias, o Marítimo entrou melhor no jogo. Determinada a fazer esquecer a jornada passada, que concretizou a primeira derrota em casa, a equipa de Ivo Vieira não se mostrou intimidada pela fortaleza do Bessa, que não lhe é muito favorável, e meteu de imediato mãos à obra, à procura do golo. Já o Boavista, confirmou o momento menos bom que atravessa. a equipa de Petit mostrou-se irregular, até intranquila, algo que não é seu apanágio a jogar em casa.

 

Logo aos 7 minutos, o primeiro lance de perigo para a baliza axadrezada. remate de Fransérgio de fora da área e só uma grande defesa de Mika impediu o golo. Logo a seguir, na sequência de um canto, a bola ficou a pingar na área do Boavista e foi Zé Manuel a cortar quando esta já seguia o caminho a baliza.

 

Aos 17 minutos, mais um lance de muito perigo. Marega a subir pela direita, a entrar na área e a tentar um chapéu a Mika, que ia mesmo entrando, apesar de o guarda-redes estar muito perto da baliza. O guardião azadrezado esticou-se todo e ainda conseguiu tirar.

 

Do outro lado, Uchebo conseguiu algumas desmarcações e chegou à área do marítimo, embora sem grande perigo, até que, aos 24 minutos, recebeu um passe em profundidade ainda antes do meio campo, conseguiu fugir aos defesas, e valeu ao Marítimo o ímpeto de Salin em sair bastante da área e fazer a mancha.

 

Aos 28 minutos, Dyego Sousa deixa o aviso na forma de um cabeceamento na área, que sai ao lado. Dois minutos depois, a ameaça concretiza-se. Marega subiu pela direita, cruzou para a área e Dyego Sousa cabeceia para a bola sair ao poste e entrar depois, fazendo o 1-0.

 

Ainda antes do intervalo, uma boa ocasião para o Boavista, na sequência de um canto do lado esquerdo. A bola voou para a área, Salin deu uma sapatada para a frente e esta ainda sobrou para Henrique, que rematou à malha lateral.

 

A vantagem ao intervalo premiava a equipa que mais procurou o golo e mais vezes conseguiu estar perto dele. Mas na segunda parte o sentido do encontro mudou. Petit fez entrar Tengarrinha, dando mais solidez e dinamismo ao meio campo, e isso notou-se também nas ocasiões de perigo que a equipa conseguiu criar.

 

Com mais posse de bola e quase acampanhado no meio campo adversário, o Boavista procurava, de todas as formas, chegar à baliza, mas a resistência tinha um nome: Salin. Aos 78 minutos, Douglas Abner apareceu na área a controlar com o peito e a atirar de primeira para defesa apertada de Salin com os pés. Logo a seguir, foi Zé Manuel a ter o empate nos pés. O avançado recuperou uma bola perdida sobre a direita e, com apenas Salin pela frente, atirou por cima. Chegou-se a gritar golo no Bessa, mas foi só ilusão de ótica.

 

O Marítimo ainda esteve perto do segundo aos 86 minutos, com Fransérgio a rematar à entrada da área, a bola sofreu um desvio em Paulo Vinicius e passou a rasar o poste, com Mika já batido.

 

Com a expulsão de Edgar Costa, o Marítimo fica reduzido a dez elementos e passou os últimos minutos só a tentar segurar a vantagem. Já em cima dos 90, houve um desvio de cabeça de Nuno Henrique na área, e Salin, em voo, desviou a bola para o poste.

 

Não houve tempo para mais. Salin não viria a ser batido e o Marítimo garantiu os três pontos pela construção da primeira parte, e pela resistência da segunda. O Boavista acordou tarde e já não conseguiu recuperar o tempo perdido.