O Sporting entrou em campo a saber que os rivais tinham ganho as suas partidas, mas com a certeza que a liderança continuaria a ser sua fosse qual fosse o desfecho em Arouca.

Tal como era de prever, da equipa que jogara no descalabro albanês, apenas surgiram no onze titular os nomes de Rui Patrício e de Adrien. Era um leão com outra cara, aquele que se apresentava naquela que é a prioridade assumida pela equipa de Jorge Jesus: o campeonato.

Os primeiros minutos mostraram um Arouca a estender-se em todo o campo e sem complexos de encarar o leão de frente. A equipa mostrava aquilo que o seu treinador tinha avisado ser necessário para defrontar um candidato ao título: ambição. A entrada atrevida deixava clara a vontade dos comandados de Lito Vidigal presentearem os seus adeptos com a primeira vitória em casa, caso o Sporting baixasse a guarda.

Perante a boa pressão do sector intermediário do conjunto arouquense, assistia-se, muitas vezes, a tentativas de um futebol mais direto, com lançamentos de Naldo à procura de Slimani. Porém, nunca os verde-e-brancos conseguiram tirar partido dessa forma de jogar.

A construção de jogo a meio-campo emperrava demasiadas vezes em maus passes ou decisões precipitadas, de pouco valendo as tentativas de Teo em ir buscar jogo a zonas muito recuadas.

Era sobretudo através da combatividade de Slimani que o Sporting ia conseguindo chegar à baliza contrária, ainda que sem conseguir criar verdadeiras oportunidades de perigo.

Só mesmo a fechar o primeiro tempo, a baliza de Bracali esteve claramente em perigo, quando um cabeceamento de Paulo Oliveira obrigou o guardião brasileiro do Arouca a uma intervenção de enorme dificuldade. Na sequência do canto, mais uma oportunidade, desta feita, a ser Adrien a cabecear ligeiramente ao lado da baliza. Aguçava a unha o leão, prometendo uma segunda parte mais incisiva.

Sporting insiste, Arouca (quase) resiste

A etapa complementar surgiu a confirmar as ideias deixadas pelos últimos minutos do primeiro tempo: um Sporting a lutar pelo tempo perdido e com pressa de mexer com a partida. Muito mais pressionante, o Sporting encostou o Arouca ao seu meio-campo, ainda que só a espaços fosse conseguindo desmontar a estrutura defensiva do adversário.

Não se atemorizou o conjunto de Lito Vidigal com a maior acutilância dos leões. Sempre bem organizados, foram espreitando todas as possibilidades de ferir o oponente, sem precisar, para isso, de recorrer ao anti-jogo, como muitas vezes se vê. Foi com o jogo a rolar que os arouquenses foram sustendo o maior poderio do líder do campeonato.

Percebendo a dificuldade que a sua equipa mostrava de chegar à baliza, apesar do domínio quase absoluto em termos de posse de bola, Jesus apostou tudo, com as entradas de Montero e Gelson, fazendo Ruiz aproximar-se da dupla de pontas-de-lança, de forma a pressionar ainda mais a defensiva contrária.

Seria mesmo no forcing final que o Sporting chegaria à vitória. Slimani, o jogador mais inconformado durante toda a partida, deu um final feliz à luta que foi esta partida. Por norma, estas vitórias são muito importantes nas contas finais dos campeonatos. «Estrelinha», costuma dizer-se…