João de Deus apostou numa equipa de continuidade, fazendo alinhar apenas num reforço na equipa inicial. Evaldo ganhou o lugar a Luís Martins e apareceu no lado esquerdo da defesa. Sem os egípcios Hassan e Marwam, ainda sem certificado internacional, Gladstone ficou no banco e viu Luan ser adaptado a central.

Por parte do V.Guimarães, Rui Vitória introduziu quatro caras novas no seu primeiro onze da Liga, deixando no banco o reforço mais sonante: David Caiado, a quem João de Deus tinha deixado elogios na conferência de imprensa e antevisão ao jogo, ficou no banco de suplentes, dando lugar a Hernâni, que apontou o golo inaugural do encontro.

Gil muda menos mas Vitória mostra mais entrosamento

Apresentou mais mexidas o V.Guimarães, mas foi o Gil Vicente que se revelou mais preso de movimentos e mais atrasado na pré-época. O conjunto de Barcelos evidenciou muitas dificuldades para se encontrar e para conseguir dar sentido ao seu jogo.

Neste cenário, ainda que sem deslumbrar, o V.Guimarães aproveitou para impor o seu jogo e para dominar as operações. Depois de vários avisos, tímidos, Hernâni inaugurou o marcador aos 36 minutos. O extremo, que deixou o jogador mais temido por João de Deus no banco de suplentes, foi o mais rápido a aparecer na pequena área para ressacar em golo uma defesa difícil de Adriano Facchini.

Tinha que correr atrás do prejuízo o Gil Vicente, cenário com o qual não se costuma dar particularmente bem. Mais do que isso, tinha que encontrar-se enquanto equipa em desvantagem no marcador vendo o Vitória crescer.

Canhotos trouxeram mais lucidez ao Gil

Desagradado com a prestação do seu conjunto, João de Deus operou duas substituições ao intervalo, fazendo entrar Diogo Valente e César Peixoto para os lugares dos apagados Diogo Viana e João Vilela. Os canhotos trouxeram mais lucidez, e sobretudo mais requinte no tratamento da bola à equipa do Gil.

A entrada destes dois jogadores não foi suficiente para travar a ascensão vimaranense, que elevou o marcador para as três bolas a zero através de transições bem delineadas. Bernard fez da defesa do Gil uma autêntica autoestrada, e apontou o segundo. Pouco depois Hernâni bisou, sentenciando o encontro.

O máximo que o Gil Vicente conseguiu fazer foi reduzir a desvantagem perto do minuto noventa, através de Evaldo. Um golo apontado numa jogada ensaiada, apostando na aparição nas costas da defesa.

Triunfo robusto do V.Guimarães, justo e que expôs as fragilidades do Gil Vicente. João de Deus ainda espera reforços, e precisa de afinar praticamente todos os setores. Rui Vitória vê os seus miúdos crescer, ganhando num terreno onde na época passada perdeu, e onde o V.Guimarães já não vencia há nove anos.