Com autênticas revoluções nos seus conjuntos,as duas equipas apresentaram-se transfiguradas em relação à época passada. Lito Vidigal e Miguel Leal alinharam de início com sete caras novas em cada uma das suas equipas.

Apesar das muitas mexidas de ambas as equipas, Moreirense e Arouca apresentaram pormenores interessantes, sendo que a maior organização do Arouca deu frutos no segundo tempo. Os cónegos ainda contaram com um Nilson inspirado no primeiro tempo, que por duas ocasiões evitou o golo ao Arouca, mas o guarda-redes foi impotente para evitar o triunfo arouquense.

O Moreirense foi a primeira equipa a estar perto do golo, logo aos oito minutos, por intermédio de Luís Carlos. Lançado por Marcelo Oliveira, o extremo que está de regresso ao futebol português esteve na cara de Bracalli, mas deslumbrou-se e com uma tentativa de chapéu, perdendo uma excelente oportunidade de abrir o ativo. Dez minutos depois foi Evaldo a não corresponder da melhor forma a um excelente trabalho de Filipe Gonçalves na direita, perdendo nova hipótese para adiantar os cónegos no marcador.

Depois de um período de maior ascendente do Moreirense, o Arouca cresceu e conseguiu responder ao ímpeto inicial da equipa da casa. Foi o guarda-redes Nilson a segurar a equipa do Moreirense, mantendo o empate com duas intervenções vistosas. Primeiro a remate de Lucas Limas, depois opondo-se a um forte remate de Nuno Valente, o veterano guarda-redes dos Cónegos assinou duas defesas daquelas que valem pontos.

No segundo tempo o encontro começou com menos intensidade, mastigando-se o jogo a meio campo e, consequentemente, atuando-se em terrenos muito distante das balizas.

De forma algo fortuita, o Arouca deu um safanão na monotonia adiantando-se no marcador aos 70 minutos. Caprichosamente, a bola atravessou todo o coração da área na sequência de um pontapé de canto, encontrando a cabeça do capitão Nuno Coelho, que de forma subtil fez o golo.

Quando se perspetivava uma reação do Moreirense, que não teve capacidade para importunar Bracalli no segundo tempo, o Arouca deu a estocada final nos visitados ao chegar ao segundo golo.

Maurides, acabado de lançar por Lito Vidigal, apareceu no sítio certo para confirmar quase em cima da linha de golo o tento que arrumou com o jogo. Ivo Rodrigues esteve na génese da jogada ao armar o lance do lado esquerdo, rematando depois para defesa incompleta de Nilson. Maurides fez o resto ao segundo poste.

A perder, as fragilidades do Moreirense ficaram ainda mais vincadas, uma vez que a equipa de Miguel Leal não teve capacidade para responder à desvantagem no marcador. Há ainda muito trabalho pela frente para o Moreirense, que demonstrou muito pouco na primeira jornada da Liga.

Triunfo justo e moralizador para o Arouca, que consegue três pontos em Moreira de Cónegos literalmente conquistados ao segundo poste. Um triunfo que moraliza os pupilos de Lito Vidigal para a receção ao Benfica, na próxima jornada.