António Folha anunciou, este sábado, em conferência de imprensa, após a derrota por 3-0 ante o Desportivo das Aves, a saída do comando técnico do Portimonense.

«Antes de fazerem qualquer pergunta sobre o jogo, queria transmitir que a partir deste momento não sou mais treinador do Portimonense. Há momentos em que sabemos que saber estar no futebol e este é o momento para saber estar. Enquanto treinador dei tudo de mim ao Portimonense, este ano as coisas não correram bem por várias razões, às vezes a equipa não joga bem, outras vezes não tem alguns jogadores, lesionados e essas coisas», começou por dizer o técnico de 48 anos.

«Não vale a pena estar aqui com muitas lamechices, é um virar de página, continuaremos a trabalhar, eu e a minha equipa técnica, achamos que este era o momento para abandonar o projeto. Já não dava mais, estava a ficar difícil, o grupo tem de perceber que independentemente de quem seja o treinador, também tem de dar uma resposta», continuou.

Folha, que estava no emblema algarvio desde o início da época passada, afirmou também que esta saída já podia ter acontecido há mais tempo, caso a SAD assim entendesse.

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«Já há muito que podiam ter decidido, não quiserem, o senhor Theodoro [presidente da SAD] deu uma entrevista, confirmou que eu já tinha pedido, demoveu-me porque eu acreditava que ainda podia ser possível», afirmou, já após referir que «em dezembro passado podia ter ido para muitos clubes».

«Não fui. Este ano, quando as coisas não correram bem, disse à minha direção, sabem como ando no futebol: pagam-me até ao dia que trabalho e vou à minha vida. Não sou um rato, mas também não somos parvos. De parvo não tenho nada», defendeu.

Folha deixa o Portimonense ao fim de uma época e meia, com a equipa a ocupar, nesta altura, o 17.º e penúltimo lugar da Liga, com 14 pontos.

Artigo atualizado às 18h41