Estão cumpridas apenas oito jornadas, mas já existem recordes para ser quebrados.

O Rio Ave agarrou-se à possibilidade de fazer história e foi feliz. Um golo de Wanderson Galeno – figura da partida – em contra-ataque permitiu aos vila-condenses alcançar o melhor registo da história nas primeiras oito jornadas.

Mais, a formação de José Gomes igualou, ainda que à condição, o Benfica no segundo lugar. Quem diria, sobretudo após um início pouco fulgurante. Já o Desportivo de Chaves continua o percurso irregular.

Os primeiros minutos da partida foram prometedores e interessantes de seguir. Ambas as equipas quiseram ter bola e as aproximações às duas balizas foram uma constante, embora as melhores oportunidades tenham pertencido ao Rio Ave. Bem dentro do primeiro minuto, Vinícius aproveitou um erro de Ricardo para marcar, todavia, o lance foi invalidado por posição irregular do brasileiro. Pouco depois, Coentrão ficou a escassos centímetros de desviar para o fundo da baliza flaviense um cruzamento de Galeno.

Filme e ficha de jogo

O vento e o frio em Vila do Conde parece que contribuíram para o resfriamento do ritmo de jogo. O Rio Ave quebrou ligeiramente e o Desportivo de Chaves cresceu. Conseguiu um maior número de situações junto da baliza de Leo, mas pecou invariavelmente na finalização. Foi assim nas tentativas de Nuno André Coelho  (10’) e William (45’).

Os vila-condenses contrariavam o ligeiro ascendente contrário com arrancadas de Galeno. Incisivo e velocíssimo, o brasileiro empurrou o Rio Ave para zonas de finalização, embora de forma demasiado solitária. A exceção foi um livre no qual Borevkovic atirou de cabeça à figura de Ricardo.

Após o intervalo, o Desportivo de Chaves esteve perto da vantagem. Não seria injusta, mas Leo Jardim contrariou as intenções de Nuno André Coelho (62’), na sequência de um lance confuso na área rio-avista.

 

José Gomes olhou para o banco e encontrou a solução. Gelson Dala entrou para o lugar de Tarantini e, nem um minuto depois, fez um passe delicioso que deixou Galeno na cara de Ricardo. Com frieza e calma, o extremo resolveu a partida. Toque de Midas do treinador do Rio Ave.

Escassos minutos após o primeiro tento, o Rio Ave viu o golo que lhe daria maior conforto no jogo ser anulado por fora de jogo de Coentrão. Isolado, o extremo foi altruísta e entregou a Vinícius a responsabilidade de atirar para a baliza deserta dos flavienses. Após recorrer ao VAR, Hélder Malheiro apercebeu-se da infração e anulou o lance.

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Os últimos minutos mostraram o Desportivo de Chaves a tentar evitar a derrota mais com a alma do que com coerência. Vários cruzamentos bombeados para a área e alguns passes falhados foram o retrato de uma equipa aflita.

O estilo do Rio Ave não encanta como nos últimos anos, mas empolga. E a história dá-lhe razão. Enfim,  os números destronam a estética.