Os primeiros vinte minutos foram feios. Consequência do choque de duas equipas que apostaram em formações táticas em quase tudo idênticas (4x3x3) com uma grande concentração de jogadores numa curta faixa de trinta metros na zona central. Foram vinte minutos de constantes choques, maus passes e faltas, com os cartões a saltarem do bolso de Nuno Almeida. O Estoril ligeiramente melhor, abrindo mais a equipa para ter espaços para depois lançar os seus avançados com passes em profundidade. Mas foram vinte minutos com pouca emoção e sem uma única oportunidade evidente.

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O jogo desbloqueou-se apenas, aos 27 minutos, com o golo do Estoril, num lance de bola parada. Segundo canto consecutivo de Emídio Rafael, com Bruno Miguel a entrar de rompante na área para marcar de cabeça junto ao primeiro poste. Um golo que só fez bem ao jogo. O Nacional procurou reagir de pronto e os canarinhos passaram a jogar como gostam, com rápidos contra-ataques. As iniciativas dos madeirenses continuaram inconsequentes, com Rondón e Suk a abusarem das iniciativas individuais e as melhores oportunidades, até ao intervalo, pertenceram ao Estoril, com destaque para um remate de Kuca ao poste, depois de um bom lance desenhado pelo reforço Arthuro (estreou-se hoje como titular).

O intervalo chegou com uma forte carga de água e com o Estoril com uma vantagem que lhe ficava bem, não só pelo que fez na primeira parte, mas também pelo que não deixou o adversário fazer (apenas um remate frouxo de Marçal nos primeiros 45 minutos).

Empate e outra vez Bruno Miguel

Tudo diferente no início da segunda parte. O Nacional já tinha dado sinais de melhorias com a entrada de Gomaa e Manuel Machado trocou ainda Suk por Willyan para uma onze bem mais acutilante. Os madeirenses entraram com tudo, colocando tremendas dificuldades à defesa canarinha que tinha tido uma primeira parte relativamente tranquila. Com uma pressão constante e ataque sucessivos, a equipa da Choupana acabou por conseguir chegar cedo ao empate, com Gomaa a lançar Marco Matias que, em luta com Yhoan Tavares, atirou cruzado a contar.

O jogo estava agora definitivamente aberto, com o Estoril a recuperar a pose de ataque e com José Couceiro a mexer bem na equipa, prescindindo de Babanco para lançar Tozé no apoio aos homens da frente. Numa fase de parada e resposta, o Estoril recuperou a vantagem com mais um golo de Bruno Miguel. Cruzamento largo de Diogo Amado da direita, com o central a saltar mais alto do que Marçal para fazer a bola sobrevoar Goattardi. A festa voltava à Amoreira. O Estoril voltava a ceder a iniciativa ao adversário e Couceiro apostava definitivamente nesta segunda vantagem, com Afonso Taira a render Sebá para um meio-campo mais preenchido.

O Nacional não baixou os braços e lutou até ao fim, mas sem conseguir novas oportunidades, diante de um Estoril novamente organizado que deixou os minutos correr determinado a não perder a segunda vantagem que conseguiu no jogo. 

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