«Renovar é acreditar. Renovar é dar estabilidade a um projeto que pretende devolver o FC Porto, de forma sustentada, ao lugar natural onde sempre esteve: o lugar dos títulos.» É desta forma que André Villas-Boas encara a prorrogação do contrato do treinador dos portistas, Francesco Farioli, no editorial da edição de janeiro da revista Dragões.

O presidente do FC Porto escreve que a «renovação de Francesco Farioli representa a continuidade de um método, de uma forma de estar, de uma cultura de trabalho» que encaixa no perfil do clube, e assinala que, «desde o primeiro dia, Farioli compreendeu que o FC Porto não vive de atalhos nem de facilidades: vive de rigor, de trabalho, de ética, de simplicidade e de uma obsessão saudável pelo detalhe».

«Compreendeu também que, aqui, não há vitórias “a prazo” - há responsabilidade diária», acrescentou, elogiando a liderança promovida pelo treinador italiano pela «forma como coloca sempre o clube acima de qualquer ego».

Indo do individual para o coletivo, o líder portista enfatiza os feitos alcançados pela equipa na primeira metade da temporada.

«O melhor arranque de sempre na nossa História no campeonato, os resultados históricos alcançados, a entrada direta nos oitavos de final da Liga Europa, a maturidade competitiva com que a equipa tem respondido às exigências, tudo isso tem assinatura: do grupo, do treino, do método, da liderança, do compromisso», elogia.

André Villas-Boas abordou ainda a atuação do clube no mercado de janeiro, que se pautou «sempre com a mesma matriz: responsabilidade financeira e ambição desportiva». «As chegadas de Thiago Silva, de Óscar Pietuszewski e de Terem Moffi responderam a uma lógica clara: qualidade, perfil, carácter e utilidade para o projeto e as nossas ambições», sublinhou.