Vasco Seabra, treinador do Arouca, em declarações na sala de imprensa do Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas, após o triunfo (0-1) sobre o Moreirense. O técnico analisa o crescimento da equipa.

Análise ao jogo

«Muito satisfeito com a minha equipa, coma a atitude e com a proatividade. Fomos a equipa que entrou em campo com mais proatividade para ganhar. A primeira parte teve domínio nosso, mais posse de bola, mais remates e mais oportunidades. Tivemos oportunidades muito claras para marcar, frente a um adversário muito difícil, muito bem treinado, uma equipa difícil de bater e desmontar. Tivemos paciência para conseguir sair da pressão e criar algumas situações. As situações do Moreirense são algumas perdas nossas, mérito pela forma como pressionam. Essencialmente foi o grito de revolta destes últimos três jogos em que sentimos que não merecíamos perder qualquer um deles, a equipa sentiu que o que fez não teve retorno, é um triunfo importante para a equipa sentir que o que faz é recompensado com vitórias».

Crescimento da equipa

«Melhorámos bastante a nossa ligação de primeira fase para segunda fase, os adversários têm tido dificuldades a pressionar. A última linha é a mais difícil de bater, temos bastantes golos marcados, mas também muitos sofridos, o que criou sensação de fragilidade: a equipa sente que, se perdermos bola, estamos expostos e perto de sofrer, que era o que acontecia. A equipa está com mais personalidade».

Miguel Puche

«O Puche é um miúdo fantástico. Chegou ao balneário com o prémio de homem do jogo e os colegas festejaram com ele. Nem sempre é titular, mas a forma como se dispõe a ajudar a equipa é fantástica. Quer competir numa posição só, porque sabe o que tem de fazer, mas muitas vezes a equipa precisa dele noutras posições. É a época com mais jogos e minutos, mesmo não sendo tão regular como desejaria, ficamos satisfeitos por ele».