Velocidades diferentes na Vila das Aves. E a realidade é que o Sp. Braga nem precisou de impor prego a fundo para se impor perante um AVS que voltou a evidenciar muitas debilidades, aplicando chapa quarto. Ricardo Horta, Zalazar e Pau Victor, este último com um bis, apontaram os golos que deram cor à supremacia bracarense (0-4).
Após carimbar a passagem aos oitavos de final da Liga Europa, ao empatar nos Países Baixos frente ao Go Ahead Eagles, os arsenalistas voltaram a rodar o onze. Barisic, Moutinho, Gabri Martinez e Pau Victor regressaram ao onze numa equipa que mostrou pressa a resolver a questão.
Resultado: a resistência avense durou apenas sete minutos. O assédio da equipa de Carlos Vicens, que chamou a sai as rédeas do jogo relegando a equipa da casa quase que à sua área, deu frutos com Ricardo Horta a abrir o ativo. Bom trabalho de Pau Victor a servir o capitão para o remate seco que mostrou logo a tendência do jogo.
AO MINUTO: as incidências do jogo
Sem João Henriques no banco, que cumpriu castigo após ter sido expulso no último jogo, frente ao Casa Pia, o AVS ainda tentou erguer-se e reagir à desvantagem, mas sem grande sucesso. Esticou o jogo alguma vezes, muito na base da crença e aproveitando o baixar dos índices concentração do Sp. Braga.
Mas, de cada vez que os arsenalistas metiam uma nova velocidade as brechas abriam-se na pior defesa do campeonato. Gabri esteve isolado, mas escorregou, e Pau Victor também esteve na cara de Adriel, mas deslumbrou-se e perdeu ângulo de remate quando podia ter ampliado a vantagem.
O segundo chegou à passagem da meia hora num momento sublime na sequência de um pontapé de canto. Ricardo Horta colocou na entrada da área, para Zalazar encher o pé e assinar um grande golo. A bola ainda embate no ferro antes de entrar, num momento sublime.
DESTAQUES - Ricardo Horta: o golo 150 do capitão
A reta final da primeira parte foi o melhor período dos avenses, construindo dois lances consecutivos que quase deram golo. Óscar Perea foi denominador comum: primeiro o remate saiu a centímetros do poste, tendo ainda sido desviado por Victor Gomez, e logo a seguir, já nos descontos, atirar ao ferro numa tentativa de cruzamento desviada subtilmente por Pedro Lima.
Ainda sem vencer na Liga, perante um Sp. Braga claramente já em modo gestão, o AVS lutou pela sua dignidade, tentando reentrar no jogo. Lutou, é certo, mas sem dar grande luta e apenas com fogachos individuais ou bolas longas a tentar esticar o jogo. Sem efeitos práticos.
A dez minutos dos noventa foi o Sp. Braga a voltar a finalizar com sucesso, completando-se a noite concretizadora do trio da frente. Isolado, Pau Victor não desperdiçou, apontando aquele que foi o golo 50 sofrido pelo AVS na presente edição do campeonato. Não se ficou por aqui. Deu para tudo, numa fase me que o AVS já desejava que soasse o último apito, o atacante espanhol voltou a faturar, desta feita para fechar a contagem.
É cada vez mais último este AVS, que defronta o Sporting na quinta-feira em jogo nas meias finais da Taça. Com uma velocidade diferentes, o Sp. Braga regressa ao quarto lugar, voltando a respirar saúde após um momento conturbado. Os nove golos apontados nas duas últimas jornadas são elucidativos disso mesmo.