A Figura: Orkun Kökçü
Tal como indicamos no subtítulo desta peça, Orkun Kökçü pareceu o maestro de uma orquestra desafinada na tarde deste domingo. Os movimentos da sua batuta foram irrepreensíveis – marcou um golo excelente, assistiu outro e teve várias ações decisivas no meio-campo ofensivo. Porém, por muito que tentasse, os restantes elementos deste conjunto musical benfiquista estiveram noutro tom. Abaixo, por sinal.
O Momento: Golo de Weverson aos 90+6m
Pode ser um dos momentos do campeonato (a fazer lembrar aquele empate caseiro diante do Estoril, em 2013, que viria a ser decisivo para que o Benfica perdesse o título). Com as águias a vencer por 2-1 (o 3-1 tinha sido anulado há instantes), o Arouca desenhou um contra-ataque rápido e marcou com um cruzamento atrasado. Weverson finalizou sozinho, perante uma gritante falta de marcação. O estádio silenciou-se.
Outros destaques:
Jason Remeseiro: é um dos valores seguros do Arouca desde a época passada. Cristo e Mujica já foram embora, mas Jason Remeseiro continua a dar cartas e a demonstrar qualidade tanto contra equipas de maior ou menor dimensão. Ganhou a grande penalidade do primeiro golo arouquense e teve pormenores técnicos bastante esclarecidos.
Vangelis Pavlidis: o avançado grego tem estado em evidência neste ano e mais uma vez ‘picou o ponto’. Com um golo oportuno na segunda parte, no poste distante, e um trabalho impressionante a acabar a primeira parte, a tirar um adversário da frente e a atirar ao poste. Bom na ligação mas bastante vigiado nesta noite.
José Fontán: muito bom na marcação a Pavlidis e muito afoito nas interceções no centro da área. Talvez o líder de uma linha defensiva que reagiu muito bem aos desafios propostos pelo ataque do Benfica durante praticamente todo o jogo.
Andreas Schjelderup: jogou pouco tempo, entrando aos 76 minutos, mas mexeu com o jogo. Marcou um golo anulado por centímetros, ofereceu outro a Pavlidis e pareceu estar bastante ligado à corrente.