A Figura: Andreas Schjelderup
Se a diferença entre as duas equipas exigia seriedade das águias, Schjelderup foi um dos que responderam à letra. Alguns apontam-lhe dificuldade em manter a consistência contra adversários de menor nomeada, mas esta tarde foi diferente. Focado, determinado e ligado ao jogo, o norueguês foi uma dor de cabeça para o AVS em associação com José Neto e Vangelis Pavlidis, que descaía para o seu lado. Teve passes para golo exuberantes e esteve na origem do 3-0. Não marcou, não assistiu, mas quem viu o jogo sabe que o norueguês foi o melhor em campo.
O Momento: golo de letra de Rafa Silva, 44m
Foi o corolário de uma exibição que vinha em crescendo do Benfica. Após um primeiro belo remate de Schjelderup, Sidny serviu Rafa no coração da área com mestria (Ríos deixou a bola passar, de forma altruísta). Já sem grande ângulo e em desequilíbrio, o internacional português sacou de um belo remate de letra. Um recurso de génio.
⚽ GOLO
— VSPORTS (@vsports_pt) February 21, 2026
Rafa Silva 43'
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Outros Destaques:
Rafa Silva: este respondeu mesmo à letra. Quase dois anos depois, a Luz volta a gritar o nome do português em uníssono. Agora com 32 anos e sem jogar durante meses, Rafa precisou de algum tempo para reencontrar uma boa versão sua. Ainda não é a melhor, mas os argumentos que apresentou contra o AVS foram mais do que suficientes. Numa exibição fiel a Rafa, o avançado marcou de letra… minutos depois de falhar um golo cantado. Teve um momento brilhante ao recorrer ao seu pé direito, já em desequilíbrio, para surpreender toda a gente.
Alexander Bah: exibição brilhante? Não. Nota-se ainda a falta de ritmo nas pernas do dinamarquês, que esteve um ano sem jogar devido a uma lesão grave. Logo aos 11 minutos, surgiu numa posição pouca habitual para si e celebrou, com alívio, o golo. Dá-lhe confiança.
José Neto: numa palavra – fiável. O que, para um jogador de apenas 17 anos, é bastante. Neto não fez recordar aos adeptos a sua idade dada a competência da sua exibição, tanto a defender como a atacar. Esteve bem especialmente no capítulo ofensivo, ora a fazer o overlap por dentro, ora por fora, no tempo certo. Uma alternativa viável a Dahl na esquerda.
Enzo Barrenechea: o elemento mais recuado do meio-campo conseguiu, curiosamente, marcar um golo. Foi na sequência de um canto, com um belo remate na ressaca. Antes, já tinha ameaçado da mesma zona. Além disso, foi um pêndulo do meio-campo, sempre a oscilar o jogo de corredor com precisão.
Paulo Vitor: o ex-Nacional e V. Guimarães fez um par de cortes essenciais para que o resultado mantivesse a dignidade. Rápido na antecipação e com físico para garantir presença, foi o melhor elemento do AVS.