Dias após ter comprometido em Rio Maior dois objetivos de uma assentada, o Benfica regressou aos triunfos na Liga, ao derrotar o Nacional num jogo em que chegou a aparentar estar a caminho de construir uma vitória expressiva, mas no qual acabou por perder o embalo.

Após o desabafo público sobre o compromisso de alguns jogadores, José Mourinho fez três alterações para o jogo deste domingo na Luz. Bah, Enzo e Lukebakio foram rendidos por Dedic, Barreiro e Prestianni.

E, concorde-se ou não com a forma ou com o conteúdo do discurso do técnico das águias, a verdade é que a reação foi imediata. Três minutos bastaram para que a Luz celebrasse o primeiro golo (Schjelderup) e antes do quarto de hora a equipa da casa já vencia por 2-0, com Rafa a dobrar a vantagem.

Se o primeiro golo não desnorteou o Nacional, o segundo deixou o Benfica com a soberania total do jogo. Na frente, Prestianni, Rafa e Schjelderup acumulavam boas combinações e aproximações perigosas, mas o resultado manteve-se até ao apito de Fábio Veríssimo para o descanso.

O jogo foi reatado ainda com a mira apontada para a baliza da equipa visitante, que começou por sobreviver a uma ameaça de Schjelderup e a um penálti desperdiçado por Pavlidis para só depois conseguir alguns momentos ofensivos interessantes e introduzir uma vez a bola na baliza das águias (Chuchu Ramírez), mas no seguimento de uma carga de Zé Vítor sobre Pavlidis.

Mérito da reorganização de Tiago Margarido, mas também consequência da quebra de rendimento da equipa da casa, que depois de ter entrado no jogo com o pé a fundo no acelerador entrou em ponto morto e só readquiriu o domínio total do jogo após as primeiras mexidas de José Mourinho, que aos 77 minutos fez quatro alterações de uma assentada.

O último quarto de hora foi novamente de total domínio do Benfica, que poderia ter construído outro resultado, mas esbarrou na inspiração de Kaique e, também, na falta de eficácia.

Nota para a estreia de Gonçalo Moreira, por quem Mourinho disse em tempos ter um fraquinho. O jovem médio-ofensivo da formação foi um dos mais aplaudidos pelos adeptos da Luz numa tarde em que o Benfica fez o que tinha de fazer: vencer com normalidade. Sem grande brilho, mas com justiça, mantendo viva a ténue esperança de ainda arrancar algo mais desta Liga a uma semana do dérbi em Alvalade que pode definir ou baralhar a reta final.