FIGURA: Leandro Barreiro
O médio luxemburguês, utilizado um pouco mais recuado no meio-campo face à ausência de Ríos e às entradas de Schjelderup e Sudakov no onze inicial, foi preponderante no triunfo em nova deslocação a Norte. Ao lado de Aursnes, organizou bem o jogo do Benfica, com calma, precisão no passe, nos duelos ganhos e nos posicionamentos em campo. Decisivo também no marcador, ao fazer o 1-0 de cabeça aos 16 minutos. Ainda na primeira parte, esteve perto de novo golo de cabeça. Completaria o jogo com uma exibição consistente.
MOMENTO: o autogolo de Ntoi depois do penálti revertido (25m)
O Benfica já estava em vantagem quando o árbitro Cláudio Pereira assinalou infração de Athanasiou – mão na bola – para penálti, após disputa com Dedic. Foi alertado pelo VAR, Pedro Ferreira, revertendo a decisão após ver as imagens. Se isso podia dar alguma confiança a um Rio Ave até então inferior ao Benfica, a verdade é que nem deu para aliviar ou respirar. Isto porque o Benfica marcou logo no lance seguinte, num autogolo de Ntoi para um 2-0 que encaminhou bem o êxito das águias.
OUTROS DESTAQUES
Amar Dedic: muito ativo e interventivo no jogo, deu volume ofensivo e superioridade à equipa pela direita. E exemplo da presença em zonas mais adiantadas foi a sua investida que resultou no autogolo de Ntoi. Antes, já tinha estado perto do golo.
Heorhii Sudakov: de regresso ao onze inicial e utilizado em zonas mais centrais, atrás de Pavlidis e à frente da dupla Aursnes-Barreiro, o ucraniano foi peça importante para as dinâmicas ofensivas dos encarnados. Do seu pé direito saiu a assistência para Leandro Barreiro inaugurar o marcador.
Samuel Dahl: belo jogo do sueco, sobretudo no plano defensivo. Não progrediu tanto para o ataque como Dedic na outra lateral, mas ganhou praticamente todos os duelos que disputou com adversários, sendo também importante para que André Luiz não causasse outros problemas.
Clayton: foi lutador no ataque do Rio Ave, fez três remates à procura do golo e até marcaria ao minuto 70, mas estava em fora de jogo por sete centímetros.
Andreas Schjelderup: depois de utilizado no Dragão ao fim de quase um mês sem jogar – e num janeiro em que é hipótese a sua saída – o norueguês mostrou vontade e energia pelo lado esquerdo do ataque. Nem sempre foi bem-sucedido em todos os lances, mas mostrou serviço e acabou substituído pouco depois da hora de jogo, sobretudo, porque viu cartão amarelo ao minuto 59.
Abbey: numa fase inicial do jogo adiou o golo do Benfica, com dois cortes importantes perante Pavlidis e Dedic.