Álvaro Pacheco, treinador do Casa Pia, após a derrota (4-0) frente ao Estrela da Amadora, a contar para a 27.ª jornada da Liga. O técnico dos gansos admitiu a responsabilidade pela derrota pesada.
E. Amadora preparou melhor o jogo
«Primeiro de reconhecer claramente que hoje o Estrela foi melhor do que nós. Preparou-se muito melhor do que nós. Nós sabíamos que eram suas equipas a necessitar de pontuar para sair do fundo da tabela. Duas equipas que lutam pelo mesmo objetivo e sabíamos que ia ser um jogo muito ritmado. Um Estrela que a jogar em casa e ainda para mais que com o apoio dos seus adeptos ia ser uma equipa muito agressiva, muito pragmática. Sabíamos que o Estrela é uma equipa que pelo corredor esquerdo dá muita profundidade e muita objetividade para cruzar. No corredor direito, muito mais associativo e principalmente atrair a pressão para depois as acelerações. Sabíamos também que o Estrela é uma equipa que quando o adversário tem bola é muito agressiva na pressão, faz a marcação individual. Mas nós fizemos tudo ao contrário daquilo que nós treinámos, que nós falámos, que nós planeámos.»
Pacheco assume a culpa
«Nós somos muito pragmáticos. Hoje não estivemos bem. Mas temos de olhar no pacote todo desde que nós cá chegámos, aquilo que esta equipa tem feito, o que estes jogadores têm demonstrado e a evolução que esta equipa tem tido. Pois foi um jogo que aconteceu, que às vezes acontece. Normalmente em todas as equipas há sempre um momento, um jogo, em que há um apagão coletivo. Um jogo em que toda a equipa não é capaz de reagir. A culpa é minha porque não fui capaz de alertar, de motivar, de treinar. Também é uma reflexão que eu tenho de ter, também de perceber o que é que eu tenho de melhorar como treinador para a próxima vez isto não voltar a acontecer e estarmos mais fortes no próximo jogo.»
O que tirar de positivo
«O mais positivo foi eles nunca deixarem de ir em busca da coragem. A coragem que nós tivemos, a determinação e a entrega de procurar e ir em busca de fazer um golo para entrar no jogo. E nunca desistir. Acho que também é um bocado aquilo que é a mentalidade de Casa Pia. É evidente também que perdemos dois jogadores para o próximo jogo. Até isso não correu bem.»
Substituições antes do intervalo
«Primeiro foi o Khaly porque o jogo estava muito partido e ele já tinha amarelo. Não estávamos a ser capazes de controlar o jogo, de pegar no jogo. Estávamos constantemente a perder bolas e a levar contra-ataques e a ficar situações de um para um. O estado relevado estava perigoso, estava rápido. Não estávamos a ser capazes de ter sucesso naquilo que era o duelo. Meti o Fonte porque a equipa necessitava de experiência. A equipa estava nervosa e um bocado intranquila. Com a entrada também do Tiago, que é um jogador que joga muito entre linhas, tecnicamente muito forte no último terço, não só na capacidade de decisão, como também na capacidade de finalização. Foi aquilo que eu pensei que podia levar ao jogo. Não resultou, mas pronto. A vida é mesmo assim, os jogadores têm de tentar. Agora é perceber o que é que nós temos de fazer para estar mais fortes.»