A Figura: Rafael Brito

Talvez não seja o homem do jogo, ou seja, aquele que mais vezes teve boas ações durante os 90 minutos. Mas acabou por tornar-se a figura do encontro. Quem diria que, aos 24 anos, marcaria o seu segundo golo enquanto senior logo contra o clube que o formou, que serviu durante 12 anos. Um clube que reclama ter a melhor Academia do mundo. Teve um jogo de muita abnegação e surgiu no momento certo para o 1-1, finalizando com frieza.

O Momento: golo de Rafael Brito, 78m

As aspirações ao título do Benfica acabaram neste momento. Talvez, até, do segundo lugar. Um jogo de domínio benfiquista acabou sancionado numa das únicas duas boas chances de golo do Casa Pia. ‘Desmarcado’ por António Silva, Rafael Brito finalizou com classe e definiu o 1-1. Golo em contra-ataque no final do jogo, qual sequela da primeira volta. 

Outros Destaques:

Andreas Schjelderup: dos dois extremos, foi o mais acutilante. Teve bons movimentos da ala para o meio, ganhando muitos cantos. Ainda tentou o remate algumas vezes, mas faltou-lhe sorte. Ele é um predestinado técnico, mas curiosamente desbloqueou o jogo através de um cabeceamento, na assistência para Richard Ríos, que encostou na pequena área.

Richard Ríos: uma prestação à sua imagem – caótica. O que não é, necessariamente, mau. Ora recuperava a bola, ora falhava passes fáceis. Porém, num momento capital do encontro, surgiu com as ‘ganas’ necessárias para marcar de cabeça.

Gianluca Prestianni: argentino entrou aos 60 minutos e foi decisivo no 1-0, nove minutos de pois. Trouxe o perigo que Lukebakio não conseguiu oferecer e cruzou muito bem para a cabeça do insuspeito Schjelderup que, a meias com Ríos, desbloqueou o marcador.

Rafa Silva: não fez uma exibição de mão cheia, mas teve bons pormenores. Nomeadamente um toque de calcanhar para Pavlidis dentro da área ou um passe magistral para Otamendi aos 60 minutos. Esteve perto do golo aos 48m.

Enzo Barrenechea: corte providencial em cima da linha de golo nos descontos da primeira parte. Sempre útil e assertivo na construção, num jogo em que o Benfica teve o domínio do meio-campo.

Jeremy Livolant: dos homens da frente do Casa Pia, era o mais perigoso. Mostrou logo ao que vinha aos dois minutos de jogo, ultrapassando Samuel Dahl duas vezes de seguida. E fê-lo mais vezes ao longo do jogo. Bom no jogo associativo.

Patrick Sequeira: sempre que foi chamado na maioria do jogo, respondeu bem. Ora a sair a cruzamentos, ora a defender remates, o costarriquenho voltou a mostrar créditos.