Já se conhecem as sanções relativas à confusão instalada no final do Casa Pia-Tondela da 32.ª jornada da Liga portuguesa, após o apito final do duelo ganho pelos beirões no Estádio Municipal de Rio Maior (1-0). O juiz André Narciso teve de ser escoltado pela GNR.

Enquanto no caso de Álvaro Pacheco, treinador do clube que viu cartão vermelho na sequência da confusão, o mapa de castigos do Conselho de Disciplina da FPF apenas refere que se «aguardam esclarecimentos», outros elementos já foram sancionados de forma pesada.

Catalina Ramírez, assessora de comunicação da equipa principal, foi suspensa 30 dias e multada em 5,200 euros por expressões como «não vales nada, palhaço, ladrão, uma vergonha». 

Tiago Lopes, gerente executivo do clube, foi outro dos participantes na rixa de final de jogo. Foi suspenso 20 dias preventivamente e alvo de um processo disciplinar

As mesmas sanções foram aplicadas a Tiago Silva e Pedro Valdemar Teixeira, adjuntos de Álvaro Pacheco. Este último, com uma agravante - mais 3,580 euros e 15 dias de suspensão (totalizando 35) por ter chamado o árbitro de «filho da p***».

Por fim, outro adjunto, José Teixeira, foi suspenso em 20 dias e multado em 3,900 euros também por lesão da honra e da reputação e denúncia caluniosa, mais 330 euros por permanência em zona não autorizada.

Cassiano, avançado de 36 anos que de uma cotovelada na face a um adversário durante o jogo, foi suspenso com dois jogos e não entra mais em jogo esta temporada. Foi ainda multado em 1,300 euros. 

O próprio Casa Pia foi multado em 8,670 euros pelos incidentes no pós-jogo, em 5,202 euros porque o treinador não compareceu na flash interview e mais 867 euros por entrada de pessoas não autorizadas no terreno de jogo. 

Portanto, só ao clube, houve um total de 14,739 euros. A elementos da equipa técnica e da direção, 13,010 euros, numa tarde que custou caro ao clube - literal e figurativamente.