Declarações de Augusto Inácio, treinador do Desportivo das Aves, na sala de imprensa do Estádio do Desportivo das Aves, após o triunfo (2-1) no jogo de estreia no comando técnico dos avenses, frente ao V. Setúbal:

«Já tinha dito que este era um jogo que não sendo decisivo, era extremamente importante para nós. Não só pela estreia do Augusto Inácio, mas pela necessidade de pontos. Esta vitória só terá significado se ganharmos outra vez no próximo jogo. Uma equipa que precisa de 22 pontos na segunda volta, jogando em casa com um oponente direto, e depois de na primeira volta o V. Setúbal ter ganho, era importante ganhar o jogo. Queríamos ganhar, conquistámos três pontos, que são importantes em termos motivacionais. O que fizemos nos primeiros vinte minutos foi espetacular. Vitória importantíssima, não vale mais do que três pontos mas galvaniza».

[A que se deveu a menor audácia após o golo marcado?] «Ficamos menos confiantes para o jogo do que o que estávamos. O Setúbal não criou nenhuma oportunidade na primeira parte, o meu guarda-redes não faz uma defesa. Cometemos um erro na segunda parte, estavam avisados para este tipo de erros. Quero dizer isto, não para ser puxa saco, como dizem os brasileiros: uma equipa que está em casa no último lugar, está a vencer sofre o golo e depois aqueles adeptos continuam a puxar por nós. A vitória é também por eles. Fomos briosos, mas em termos de consistência de jogo ainda temos muito a trabalhar».

[Reforços?] Não há nenhum comentário a fazer. O que tenho aqui, e tenho enaltecido isto, é um grupo que gosta de trabalhar e fazer aquilo que o treinador quer, é mérito do José Mota».

[Já se notaram as suas ideias?] «Já se notam algumas coisas. Fui para casa muito preocupado depois do treino, no jogo vi movimentos, algumas coisas daquilo que eu queria; o Derley, apenas como exemplo, fez jogo extraordinário, sabia o espaço que devia ocupar quando os colegas tinham a bola. Defensivamente estivemos coesos, achava que os defesas tinham muito espaço entre eles, e penso que estiveram mais vivos nisso».