Em causa, está uma divergência com a autarquia local, quanto ao protocolo de utilização do recinto, que já levou, inclusive, a edilidade a intentar uma ação judicial contra o clube para entrega das instalações e pagamento dos encargos relativos à sua manutenção.

Em suma, a Câmara alterou o contrato em Novembro do ano passado, em função da mudança de personalidade jurídica do Arouca, que passou a ser uma sociedade desportiva unipessoal por quotas (SDUQ). A renda mensal subiu para seis mil euros mais IVA, além de o clube passar a suportar a água, luz, gás, e demais encargos de manutenção.

Já o Arouca entende que o contrato inicial, com duração até outubro de 2016, mantém-se em vigor, até porque a mudança para uma SDUQ foi uma imposição legal, e, para mais, a sociedade só tem um acionista, precisamente o clube. Ou seja, o Arouca passou à SDUQ o direito de usufruir dos acordos que este detinha.

Sem consesno à vista, e atendendo à necessidade de manter o grupo de trabalho imune à instabilidade entretanto criada, o Arouca vai consultar os sócios. Em cima da mesa estará, apurou o Maisfutebol, a possibilidade de a equipa passar utilizar outro estádio, fora do concelho, ainda esta época.