Um início de jogo morno teve motivos de interesse a partir dos 15 minutos, quando Murilo marcou de penálti. A resposta de Bacher devolveu a igualdade ao marcador e a emoção para dentro e fora das quatro linhas.

O segundo tempo trouxe mais do mesmo, uma quantidade ofensiva muito grande de parte a parte e dois golos do suspeito do costume. Begraoui ampliou para 17 o número de golos na época para a Liga e deu mais três pontos ao Estoril, na perseguição aos lugares de topo da prova.

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A tarde de sol trouxe ao Estádio António Coimbra da Mota uma bela moldura humana, composta por adeptos dos dois clubes… e não só. Nas bancadas, dezenas de jogadores da formação do Bristol marcaram presença e fizeram-se ouvir durante todo o encontro, em apoio à equipa da casa.

Dentro das quatro linhas, o Estoril entrou algo apagado e o Gil Vicente aproveitou para se fixar com bola no meio-campo adversário e chegar ao golo ainda dentro dos primeiros 15 minutos. O árbitro foi chamado a rever uma falta dentro da área, sobre Zé Carlos, e acabou por apontar para a marca dos onze metros.

Na conversão, Murilo não tremeu e atirou para o 1-0 e deu vantagem ao conjunto de César Peixoto. Ora, este lance arrebitou as hostes canarinhas e a resposta não demorou muito a chegar. Na sequência de um pontapé de canto, Bacher foi lá acima mostrar como se faz e cabecear para o golo do empate.

Ao contrário do que seria de esperar, o Gil Vicente até reagiu melhor ao golo sofrido e instalou-se no meio-campo adversário, dispondo de sérias ocasiões de golo, a mais clamorosa a pertencer a Gustavo Varela. Na cara do guarda-redes, o avançado não conseguiu fazer melhor do que atirar à figura.

Depois houve reação dos canarinhos, que tiveram dez minutos finais de qualidade no primeiro tempo e quase completaram a reviravolta no marcador, por intermédio de Alejandro Marqués. Valeram os reflexos de Lucão aos visitantes. O empate manteve-se até ao intervalo e, sem alterações, as duas equipas regressaram dos balneários com a mesma vontade de fazer mais.

Os guarda-redes voltaram a desempenhar um papel importante nas duas equipas, já que no primeiro tempo estiveram em destaque pelos melhores motivos. Tivemos de esperar até aos 74 minutos para que o suspeito do costume entrasse em ação. João Carvalho serviu-o na perfeição, com um cruzamento rasteiro para o interior da área, e Begraoui rematou para o fundo da baliza.

A tarde acabou mesmo por ser deste herói sem capa, que chegou aos 17 golos na temporada para a Liga, com mais uma execução de requinte. Dentro da área, fez o quarto «bis» da época e confirmou mais uma vitória para o conjunto de Ian Cathro, que iguala os 33 pontos do Moreirense, sexto classificado da prova.

A Figura: Yanis Begraoui

São já 17 golos pelo Estoril na Liga, esta temporada, para o avançado francês. Depois de um primeiro tempo com poucas oportunidades para finalizar, os golos chegaram no decorrer da segunda parte. A passe de João Carvalho, completou a cambalhota no marcador (de pé esquerdo) e pouco depois voltou a fazer o gosto ao pé (desta vez o direito), para delírio dos adeptos.

O Momento: Murilo marca de penálti

Depois de um início de jogo algo morno e com poucas ocasiões de golo, o marcador foi aberto com um remate da marca dos onze metros. João Carvalho cometeu falta dentro da área, o árbitro assinalou penálti após rever as imagens no monitor e o camisola 77 dos gilistas atirou para o fundo da baliza de Joel Robles.

Positivo: Felix Bacher

Esteve quase sempre irrepreensível na manobra defensiva da equipa e no sistema de três centrais de Ian Cathro teve um papel importante para travar algumas investidas de Murilo. Acrescentou a isso um golo na sequência de uma bola parada, subindo às alturas para finalizar de cabeça para o empate, a meio do primeiro tempo.