Luís Pinto, treinador do V. Guimarães, em declarações na conferência de imprensa após a derrota por 4-2 frente ao Estoril, para a 19.ª jornada da Liga.
Ausências de Benny Muquendi, Telmo Arcanjo e Nélson Oliveira
«Quanto às três ausências de que falou, eles poderiam ter jogado e poderiam ter feito melhor ou pior do que os colegas fizeram. Não sabemos. Isso é entrar num campo de suposições. Acho que, do ponto de vista individual, os colegas que jogaram nas posições deles até fizeram um jogo interessante. Acho que foram competentes. Aquilo que falhou não teve a ver com essas três ausências nem com o resultado final em si. Teve a ver com tudo. Teve a ver com o facto de a equipa, na segunda parte, não ter jogado, ter estado apenas dentro de campo. Não competimos. E, quando assim é, não tem nada a ver com os jogadores que entraram para substituir outros. Tem a ver com o coletivo, e tínhamos de ter sido muito mais fortes.
Estreia de Opara
«Quanto ao Opara, é continuar a fazer o trabalho dele para poder ter mais minutos. A estreia é um bocadinho difícil de analisar. Entra numa altura em que sofremos o quarto golo e depois o jogo entra numa fase que foi muito mais no acreditar do que propriamente no jogar com intenções claras. Por isso, não há grandes comentários a fazer.»
Regresso ao campeonato com duas derrotas
«Nós não perdemos, simplesmente não conquistámos. Essa é a grande questão que temos de perceber. Tudo o que se passa no futebol, de uma semana para a outra, passa. E passa a ser passado. E nós temos de ter a ambição de conquistar. Porque nós não perdemos seis pontos: nós não conseguimos conquistá-los. E esse modo de estar em campo esteve presente no último jogo, durante todo o jogo. Esteve presente na primeira parte. Depois, na segunda parte, já não esteve presente, contra uma equipa com a qualidade do Estoril, que apresenta um plano de jogo ofensivo extremamente difícil de contrariar. Mas que, se houver concentração e capacidade de perceber o que o jogo nos pode dar, que é, quando não temos bola, ser pacientes e pressionar nos timings certos, e quando temos bola, saber retirá-la também. Porque o Estoril tem um processo ofensivo muito interessante, mas defensivamente também dá muitos espaços. E nós, enquanto fizemos isso, conseguimos lutar para conquistar.
Na segunda parte, sofremos golos que não têm nada a ver com o processo ofensivo do Estoril. Sofremos um golo de bola parada, que é uma falta de concentração gritante. Sofremos um golo de 4-2, num contra-ataque, que também resulta de uma falta de concentração nossa gritante. Ou seja, é muito simples: nós temos de nos ligar para continuar a conquistar. Porque o que já lá vai, já lá vai e já é passado.»
Faltas de concentração
«Tivemos duas oportunidades escandalosas para fazer golo: uma para fazer o 3-1, que levaria o jogo para uma dinâmica totalmente diferente, e outra para fazer o 3-3, que não acredito que mudasse a dinâmica do jogo, mas que manteria o jogo vivo, pelo menos até ao final. Isso também contribuiu um pouco: a eficácia que nós não tivemos e a eficácia que o Estoril teve. Mas o maior indicador, na minha opinião, para não termos conseguido levar pontos daqui, para não termos conseguido ganhar este jogo, foi claramente a falta de concentração e a falta de atitude competitiva na segunda parte.»