A jornada da Liga abriu – debaixo da chuva na Reboleira – com um dérbi entre o Estrela da Amadora e o Casa Pia. Apesar dos gansos jogarem em Rio Maior, são cerca de três quilómetros que separam a Reboleira de Pina Manique, a casa original dos gansos. 

O tempo estava molhado, mas isso não impediu um início de jogo agitado.

Recorde o filme do jogo.

O Estrela entrou com força e Rodrigo Pinho ia dando avisos. Bem no fundo, o próprio já sabia que esta seria a sua noite. Apesar dos avisos, o golo veio da marca dos onze metros.

Ianis Stoica foi derrubado na grande área e Hélder Malheiro não teve dúvidas: castigo máximo. Pinho – que envergava a braçadeira de capitão dos tricolores – assumiu a responsabilidade. No duelo com Sequeira, o brasileiro atirou para o meio para a primeira grande alegria dos adeptos da casa.

Estando em vantagem, a equipa da casa colocou-se confortável no jogo. O Casa Pia, por sua vez, demonstrava ter bastantes dificuldades em conseguir ameaçar a baliza à guarda de Renan Ribeiro.

O jogo passou, então, para um momento com menos emoção. Pelo menos até aos instantes finais do primeiro tempo.

Marcus Abraham – sempre em destaque no corredor direito – desta vez recebeu o esférico, sentou um adversário e, já dentro de área, apenas escolheu o lado para bater Sequeira.

Álvaro Pacheco não gostava do que ia vendo e promoveu mexidas ainda antes do intervalo. Fez entrar o internacional português José Fonte e Tiago Morais para os lugares de Khaly e Dailon Livramento.

Porém, as substituições não tiveram o efeito desejado, pelo menos no que ao marcador diz respeito.

Já depois do anúncio dos dois minutos de compensação, o Estrela foi ainda capaz de fazer o terceiro. Marcus novamente no lance, desta vez isolou Rodrigo Pinho que, na cara de Sequeira, atirou cruzado para o bis na conta pessoal – e o terceiro do Estrela em apenas 45 minutos.

O segundo tempo foi, efetivamente, mais equilibrado. O Casa Pia beneficiou da melhor oportunidade que teve em todo o jogo. Luan Patrick ofereceu a bola ao adversário. Livolant agradeceu e isolou-se na cara de Renan Ribeiro. Frente ao brasileiro, o avançado dos gansos atirou para uma enorme defesa.

Ainda assim, a equipa da casa entrou mesmo no regime de «goleada». Marcus – ele novamente – desequilibrou pelo lado direito e serviu Eddy Doué. O médio, primo de Désiré que atua no PSG, desviou para o quarto do Estrela – e o primeiro a nível pessoal na Liga.

Até final, foi sempre o Estrela quem parecia estar mais perto do golo. Teve tons de goleada e um sabor importante - oferecendo um balão de ar maior à equipa de João Nuno na luta pela manutenção. Numa noite fria, a chuva teve sabor de goleada.

FIGURA: Rodrigo Pinho (Estrela da Amadora)

O avançado tricolor está a viver a melhor fase da temporada. Depois de largos meses sem fazer o gosto ao pé, Pinho leva três golos nos últimos dois jogos. Abriu o marcador e mais tarde bisou para garantir três pontos importantes para o Estrela da Amadora.

MOMENTO: penálti de Rodrigo Pinho

Este era um jogo de aflitos e por isso esperava-se equilíbrio. Porém, pelo menos relativamente ao resultado, não foi isso que tivemos. A equipa da casa foi superior e desde cedo mostrou-se confortável no jogo. O golo de grande penalidade, que surgiu cedo na partida, ajudou a equipa da casa a tomar as rédeas do encontro.

POSITIVO: ambiente numa Reboleira chuvosa

A noite foi fria e chuvosa. Os adeptos da casa foram - certamente – mais felizes para o quentinho das suas casas. Mas, ainda assim, viveu-se o ambiente positivo possível entre os pingos da chuva. Mesmo os adeptos visitantes marcaram presença em força. No final, viveu-se a festa de um futebol - muito - molhado.