Abel Ferreira, treinador do Sporting de Braga, em declarações na sala de imprensa do Estádio do Dragão, após a derrota por 1-0 frente ao FC Porto, em jogo da 10.ª jornada da Liga:

«Não saio contente com o resultado, saio contente com o desempenho da minha equipa. Mas o futebol é isto. Nem sempre vence quem cria mais oportunidades. Não é normal e comum uma equipa criar tantas oportunidades como criámos no Dragão. Dei os parabéns ao FC Porto, marcou ao contrário de nós. Não somos uma equipa que especula, dizemos ao que vimos. Jogamos com as nossas armas, temos uma identidade muito própria e gostamos de valorizar o espetáculo. Queremos criar emoção e expetativa nas pessoas. Quem assistiu ao jogo, viu um grande espetáculo.»

[O que faltou para vencer]:

«Acho que sabe o que faltou. Faltou marcar nas quatro oportunidades que criámos. Na primeira parte houve uma flagrante para cada equipa e, na segunda parte, enviámos duas bolas à trave. O que levo daqui, acima de tudo, é a certeza da personalidade desta equipa. Não ficámos contentes, queríamos pontuar. O futebol também é eficácia e tem momentos aleatórios. O jogo podia ter caído para qualquer equipa e, infelizmente, caiu para o FC Porto.

[Sp. Braga mais perto dos outros três candidatos ao título]:

«Não prometo vitórias. Não tenho nenhuma varinha mágica, existem adversários e várias contingências durante os jogos. Costumo falar de seis fatores que interferem no que diz respeito à vitória. O facto de o adversário ser melhor e de ser fisicamente mais forte. Depois existe também a análise do plano técnico-estratégico do jogo e depois existem também as questões aleatórias. O FC Porto faz golo a partir de uma segunda bola de um lançamento. Olhamos para todos os jogos de cada maneira. Agora vamos analisar a partida, perceber o que fizemos de bem. Mas, honestamente, e atendendo à nossa produção... foi o único jogo em que não fizemos golos. Lanço-vos um desafio. A partir de metade da época passada até agora vejam quantas derrotas temos.

[Posição do Sp. Braga na Liga]:

«São menos três pontos. O objetivo era vencer. Mas, mais do que dizer, temos de demonstrar. As palavras levam-nas o vento. Vamos refletir e continuar a ser campeões na coragem, na qualidade de jogo, no trabalho e na disciplina. Temos o plano A mais cimentado e queremos continuar a desenvolver individualmente os nossos jogadores. Garanto-vos que quanto melhor for o carácter de quem não joga, mais capazes vamos ser de contrariar os nossos adversários.»

[Entrada do Wilson Eduardo]:

«Tentei explorar a fragilidade do lado direito. Defender não é o ponto forte do Corona e queríamos explorar isso. O Wilson podia carregar a equipa para a frente. O jogo foi definido numa segunda bola e ganhou a equipa que foi feliz. No futebol a justiça é relativa. Não levámos nenhum ponto, mas merecíamos algo mais. Temos de continuar fortes e firmes. É verdade que as derrotas desgastam, mas as vitórias exigem muito de nós.»