Declarações do treinador do FC Porto, Vítor Bruno, na sala de imprensa do Estádio do Dragão, após a vitória por 4-0 ante o Arouca, em jogo da 7.ª jornada da Liga:
[O que pediu a Deniz Gül para a segunda parte:] «Com mais um avançado na área, às vezes é preciso flanquear mais o jogo, entrar mais por fora, meter mais cruzamentos na área. Sabemos que os espaços vão aparecer, o adversário também não alterou a linha de quatro para linha de cinco, só altera mais à frente já com o 3-0 e, perante uma linha de quatro com dois avançados, estando reduzido a dez, os espaços iam aparecer. Apareceram na área, por fora. O adversário ia fora, apareciam por dentro. Pedimos também que atacassem mais a profundidade, fizeram-no bem. O compromisso com a equipa, mesmo de quem está mais adiantado no campo, foi total, evitámos transições. Às vezes pensamos que é fácil jogar contra qualquer adversário e que temos de golear sempre. O futebol não é assim, hoje já não há gente incapaz, mal preparada. Toda a gente trabalha bem, muita gente capaz do outro lado, muito talento individual, muita organização coletiva, uma equipa muito bem trabalhada. Acho que foi uma vitória justa, deixa-me muito satisfeito por aquilo que foi o trabalho dos jogadores ao longo destes três dias, a forma como olharam para o jogo da Noruega e como responderam hoje em campo.»
[Se a saída de Vasco Sousa ao intervalo tem a ver com a necessidade de acertar os tempos de pressão:] «Às vezes, nós pecamos, treinadores, por ser excessivos na informação que passamos e como detalhamos ao máximo determinado tipo de abordagem mais estratégica. Sentimos que, na Noruega, atrasámos em alguns momentos o tempo da pressão e tentámos hoje que isso não acontecesse e que fosse pela certa, mas quando fosse, para ser contundente. Ainda assim, atrasámos um ou outro momento, ficámos reféns, se calhar, do que lhes passei na mensagem. Quisemos segurar em demasia, num ou outro momento fomos acutilantes e provocámos o erro, mas podíamos e devíamos mais. Um dos golos até nasce a partir de um momento de pressão muito alto do Nico, foi um bocadinho por aí que atalhámos o jogo ao intervalo. O Gül também ajuda, é agressivo na frente e a mexida do Vasco em relação ao Gül também tem muito a ver com isso: adversário com dez, mais presença na área, mais peso e tentar ferir um adversário que, não estando cómodo porque criámos algum frisson em alguns momentos perto da baliza na primeira parte, na segunda era importante atacar da melhor maneira.»